CRÍTICA DO FILME: BEN-HUR (2016)

Imagem

Quando se fala em adaptar a história de Ben Hur, o grandioso longa de 1959 é lembrado, afinal foi vencedor de onze prêmios Oscar, incluindo o de Melhor Filme. Com o lançamento da nova versão, protagonizada por Jack Huston, vem a dúvida: será que o remake será digno à versão consagrada?



O filme começa um pouco confuso, já que os personagens são apresentados de forma apressada, mas funciona como um bom gancho para os outros atos da produção, já que todas pontas da trama se fecham ao fim do longa, de forma satisfatória.

Porém, apesar de ter uma narrativa classicamente compreensível, tem muitas quebras dramáticas, na intenção de pular temporalmente, o que faz o filme ficar pouco fluido. 


Aliás, a fluidez só vem mesmo nas cenas de maior ação, que na maioria das vezes têm muitos atores e outros elementos na cena, devendo ter tido uma atenção especial da direção para ensaios. Grande ponto positivo.

Entretanto, tais cenas não são perfeitas. A fotografia e a trilha sonora, elementos essenciais para um bom conjunto, não trazem algo especial e chegam a ser um bocado exaustivas — por serem muito caóticas — A experiência 3D não tem ápices, porém é perceptível que a composição das imagens foi pensada para ser tridimensional.  Nas cenas de ação, os planos são fechados e a câmera é trêmula que, juntamente à trilha sonora mais intensa do que o necessário, geram uma sensação confusa, que não cabem aos momentos em que estão.

Ben Hur vale o preço do ingresso, é divertido, agradável e conta a história de maneira justa. Não inova, mas agrada a quem gosta de blockbusters.


3/5