CRÍTICA DO FILME: QUANDO AS LUZES SE APAGAM (LIGHTS OUT)

15.8.16

LIVRE DE SPOILERS

Uma coisa que é certa na infância de qualquer pessoa é o medo de escuro, não é mesmo?

O filme Quando as Luzes se Apagam deixa tal medo ainda mais evidente. A grande sacada, entretanto, não está na referência a este medo universal. Está no fato de que, para fazer cinema, precisa-se de luz e, ironicamente, a tensão do longa se desenvolve exatamente nos momentos de quase total escuridão.

Rebecca
passou uma parte da infância sendo perseguida por um monstro chamado Diana. Com o tempo, ela percebe que esta criatura, curiosamente, só toma vida quando não há presença de luz. Agora, apesar de distante da família, a jovem descobre que seu irmão mais novo, Martin, também está sendo assombrado por Diana.


Sendo inspirado no curta Lights Out, feito sem orçamento pelo diretor David Sandberg (o mesmo do longa), mantém a essência.

Com um ritmo interessante, o filme tem um roteiro coeso, que prende o espectador num terror quase psicológico. Um ponto a ser destacado é, certamente, a iluminação, que é muito bem utilizada — como elemento narrativo, inclusive. Algumas cenas, por exemplo, são tomadas por uma luz vermelha, fazendo a tensão ainda mais presente. A fotografia e a trilha sonora não têm muito de especial. O trabalho de foley, entretanto, é bem interessante, fazendo com que, numa sala com um bom sistema sonoro, os sons produzidos pelos personagens em cena deem uma boa noção de espaço.


É válido ressaltar que o filme foi produzido por James Wan, que possui grandes bilheterias no currículo, como Jogos Mortais, Sobrenatural e Invocação do Mal. Ou seja, agrada aos fãs desses filmes e não decepciona ao público geral.

É um terror que investe em sustos. Estes que são muito propensos — já que o roteiro faz um bom trabalho em cativar o espectador para uma imersão no enredo — falhando apenas na conclusão, que cede aos clichês do gênero, mesmo que numa sequência inteligente.

Quando as Luzes se Apagam
, distribuído pela Warner, estreia nos cinemas na próxima quinta-feira, 18 de agosto.


3,5/5

4 comentários:

  1. interpretei o filme como uma metáfora sobre a depressão "doença do foro mental", o monstro é a personificação da doença da mãe que acaba por assombrar toda a família que a leva numa espiral de destruição com o climax do suicidio

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  2. Oi!
    Assisti a esse filme no domingo e procurei uma crítica pra ver o que as pessoas estão achando. Pra ser sincera me decepcionei um pouco, criei grandes expectativas por conta do diretor já ter filmes ótimos, mas achei um pouco sem pé nem cabeça. Preciso assistir ao curta pra ver como era.
    Gostei do teu blog!
    Beijo

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  3. Achei ruim o filme. ALERTA DE SPOILER: Entendi que a DIANA é a parte depressiva da mãe. Mas falta explicação, porque ela morreu, de que, e porque era tão obcecada na mãe; Enfim, a cena do começo achei que estragou o filme, ja fiquei morgada de assistir. NÃO SE FAZEM MAIS FILMES BONS

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    1. ALERTA SPOILER:
      Mas no filme explicou! ela era uma paciente numa clinica onde a mãe dos meninos se tratava depressão, ela foi encontrada num porão todo escuro pois tinha uma rara doença onde não poderia se expor à luz, e ela era uma criança muito agressiva, maldosa, cruel... O pai dela havia cometido suicídio ( deixa ai uma ponta para um próximo filme explicando melhor a vida de Diana) as duas ficaram amigas ( apesar de uma cena do filme a filha acha papeis em que dizia que Diana era uma criança entrava na mente das pessoas, sendo assim, Diana fez a mãe dos meninos acreditar que elas eram namoradas). Diana morreu em uma cessão de tratamento de teste nesta clinica e foi morta eletrocutada numa cadeira elétrica.

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