CRÍTICA DO FILME: QUANDO AS LUZES SE APAGAM (LIGHTS OUT)

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LIVRE DE SPOILERS

Uma coisa que é certa na infância de qualquer pessoa é o medo de escuro, não é mesmo?

O filme Quando as Luzes se Apagam deixa tal medo ainda mais evidente. A grande sacada, entretanto, não está na referência a este medo universal. Está no fato de que, para fazer cinema, precisa-se de luz e, ironicamente, a tensão do longa se desenvolve exatamente nos momentos de quase total escuridão.

Rebecca
passou uma parte da infância sendo perseguida por um monstro chamado Diana. Com o tempo, ela percebe que esta criatura, curiosamente, só toma vida quando não há presença de luz. Agora, apesar de distante da família, a jovem descobre que seu irmão mais novo, Martin, também está sendo assombrado por Diana.


Sendo inspirado no curta Lights Out, feito sem orçamento pelo diretor David Sandberg (o mesmo do longa), mantém a essência.

Com um ritmo interessante, o filme tem um roteiro coeso, que prende o espectador num terror quase psicológico. Um ponto a ser destacado é, certamente, a iluminação, que é muito bem utilizada — como elemento narrativo, inclusive. Algumas cenas, por exemplo, são tomadas por uma luz vermelha, fazendo a tensão ainda mais presente. A fotografia e a trilha sonora não têm muito de especial. O trabalho de foley, entretanto, é bem interessante, fazendo com que, numa sala com um bom sistema sonoro, os sons produzidos pelos personagens em cena deem uma boa noção de espaço.


É válido ressaltar que o filme foi produzido por James Wan, que possui grandes bilheterias no currículo, como Jogos Mortais, Sobrenatural e Invocação do Mal. Ou seja, agrada aos fãs desses filmes e não decepciona ao público geral.

É um terror que investe em sustos. Estes que são muito propensos — já que o roteiro faz um bom trabalho em cativar o espectador para uma imersão no enredo — falhando apenas na conclusão, que cede aos clichês do gênero, mesmo que numa sequência inteligente.

Quando as Luzes se Apagam
, distribuído pela Warner, estreia nos cinemas na próxima quinta-feira, 18 de agosto.


3,5/5