Crítica do filme "Assassin's Creed"

10.1.17

LIVRE DE SPOILERS

Chega aos cinemas a adaptação cinematográfica do jogo Assassin’s Creed com a direção de Justin Kurzel. A história é sobre Callum Lynch (Michael Fassbender), descendente de um membro da Ordem dos Assassinos, que através de sua memória genética revive as aventuras de Aguilar, seu ancestral espanhol do século XV. Aguilar tinha como objetivo proteger a Maçã do Éden da mão dos Templários. Os filmes inspirados em jogos sempre foram muito criticados e infelizmente esse foi mais um que tinha grande potencial, mas que acabou em um resultado problemático.

Primeiramente o que atrapalhou foram as lacunas. Callum é inicialmente mostrado na infância, com a mãe sendo assassinada pelo próprio pai e depois temos uma passagem de 30 anos em que ele é acusado de homicídio e condenado a morte. Não é explorado o que levou o personagem a esse ponto. 

Resumindo foi tudo muito jogado na cara do público sem mais nem menos. Posteriormente quando a Dr. Sophia Rikkin (Marion Cottilard) conta sobre o projeto da Abstergo Industries – face moderna dos Templários - de controle a violência ele quase não se opõe, mesmo esse motivo sendo claramente suspeito.


A Maçã do Éden o artefato almejado durante o filme todo é uma grande incógnita. Entende-se que ela guarda o primeiro ato de desobediência humano e que de alguma forma seria possível eliminar o livre arbítrio, mas não é levado muito a fundo como isso aconteceria. A questão de que a liberdade de escolha pode expor as pessoas ao perigo talvez deveria ter sido melhor trabalhada com alguns exemplos pra deixar a dúvida e não apenas soar como algo absurdo.

As cenas de lutas e os cenários são o ponto alto do filme, ali é que com certeza aqueles que conhecem o jogo tem seu momento de maior emoção. Com cenas aéreas impactantes e músicas fortes é criado um clima empolgante. Uma diferença que acabou deixando muito mais interessante é a máquina Animus, onde é feita a regressão, que no filme é uma espécie de braço mecânico que permite que Cal tenha movimento ao reviver as memórias e que as pessoas em volta consigam vê-las também, enquanto que no jogo é apenas uma cadeira.

Assassin’s Creed é um filme que deixou todos com grandes esperanças, mas que não conseguiu suprir todas. Entretanto não merece toda a reação negativa que tem tido. É deixado um gancho para próximos filmes e esperamos que neles consigam resolver as questões deixadas por esse.

O longa estreia dia 12 de janeiro de 2017.

3/5

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