CRÍTICA DO FILME 'LOGAN'

22.2.17

O mundo de super-heróis atualmente é tratado com otimismo, roupas coladas e máscaras. Logan é um filme que veio para mudar tudo isso, mostrando que nem tudo é mil maravilhas. 

Conta a história de um cansado Wolverine/Logan (Hugh Jackman) que se encontra em um mundo onde mutantes não são mais gerados, sendo assim ele é um dos últimos a vagar pelo mundo. Junto a isso, temos também a presença de Charles Xavier (Patrick Stewart) debilitado por causa de sua idade avançada e uma doença que pode trazer grandes problemas ao mundo devido aos seus poderes da mente. Eles buscam viver dia após dia no mundo real, para que possam viver em paz e longe dos conflitos. Porém uma figura muito parecida com Logan entra em sua vida, fazendo com que o personagem encare seu maior medo e entre na batalha mais difícil de sua vida.

LIVRE DE SPOILERS

Logan enfrenta o medo de fazer parte de uma família, aquilo no qual ele sempre tentou se afastar e também enfrenta a consequências de seus atos em toda sua trajetória nos cinemas. A direção de James Mangold é ousada — porque encerra um ciclo de mais de 17 anos no cinema de uma forma sombria e completamente violenta — que ao invés de contar a história do herói Wolverine, tem como foco a história do homem chamado Logan. 

Mangold mostra que é possível trazer esse clima sombrio para os heróis de uma forma que o público realmente consigue se enxergar no personagem — sem aquelas piadinhas ou momentos engraçados que são usados frequentemente em todas as tramas do gênero.


Sendo assim, apresentando melhor a história do homem por trás do mito, ele consegue dar a Hugh Jackman uma liberdade para conseguir se expressar melhor e assim faz com que seja uma das melhores atuações do mesmo. Patrick Stweart também sai favorecido com o roteiro, no qual ele consegue se expressar de uma forma completamente diferente, apresentando a melhor forma humana do Professor Xavier nos cinemas. 

Outro destaque vai para a atriz mirim Dafne Keen, que mesmo com poucas palavras, consegue encantar mostrando sua forma animal — parecida com o começo de caminhada do Wolverine e ainda assim mostrando o seu lado infantil.

As coreografias mostram aquilo que todo o fã de Wolverine gostaria de ver nos cinemas. Cenas de ação de primeiro nível, com sequências extremamente violentas, onde finalmente conseguimos ver o instinto animal que todos esperavam do personagem.

Como o filme tem uma censura elevada, muitos pensaram que ele se focaria somente na violência, porém, nos é apresentado uma história profunda, com marcas de guerra e dramática ao ponto de fazer o público se emocionar. 

Épico, tristeza e esperança são as palavras que definem o desfecho da franquia Wolverine nos cinemas com Logan sendo um filme a altura do personagem dos quadrinhos.

Estreia dia 2 de março. Fiquem até depois dos créditos pois haverá cena extra.

5/5

*Essa crítica foi escrita em colaboração com Guilherme Lima da Cruz do site Geek Saw

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