Crítica do filme "O Poderoso Chefinho"

23.3.17

Quem tem irmãos mais novos sabe que com a chegada deles tudo na rotina da casa muda. Isso aconteceu com Tim Templeton, um garoto de sete anos, que tinha a vida perfeita até a chegada de seu irmãozinho mais novo, que usa terno e anda sempre com uma maleta.

Tim não gostou nada de perder todos os privilégios e desconfiava muito daquele bebê, foi então que resolveu investigar. Assim ele descobriu que aquele ser de fraldas — conhecido como o Chefinho — conseguia falar e estava em uma missão secreta que envolvia bebês, amor, cachorrinhos e a família Templeton.

A história surpreendeu. Apesar dos trailers não serem tão cativantes, o filme foi bem estruturado e trouxe uma proposta diferente. O diretor Tom MacGrath tornou a narrativa dinâmica com a mescla do 3D com o 2D, para quando as crianças estavam inseridas em sua imaginação. Isso enriqueceu artisticamente a história e deu um aspecto mais cartunesco.

Obviamente os personagens principais dessa história devem ser comentados. O Chefinho não passa a imagem de bebê fofo e assume a de agente corporativo inteligente, irônico e nervoso. Com falas inteligentes e cheias de referências ele é uma garantia de risos.


Em contrapartida, Tim é a típica criança de sete anos, sempre querendo se divertir e com uma imaginação incrivelmente grande, o que permite identificação por parte do público. Ele expressa o medo que todas as pessoas passaram quando mais novas, se uma criança surgisse e captasse a atenção de seus pais.

Apesar do título fazer referência ao clássico "O Poderoso Chefão" um não tem nenhuma relação com o outro. A explicação da confusão é bem simples: os dois filmes tem como títulos originais "The Godfather" (O Padrinho, em tradução direta) e "The Boss Baby" (O chefe bebê, em tradução direta), mas ao serem trazidos para o Brasil tiveram os nomes adaptados.

Algo que deve ser destacado em qualquer animação é a dublagem. O elenco original é composto por Tobey Maguire (Tim Templeton), Alec Baldwin (o Chefinho), Jimmy Kimmell (pai), Lisa Kudrow (mãe) e Steve Buscemi (Francis E. Francis). Dificilmente essas vozes serão ouvidas em nossos cinemas, mas isso não quer dizer que seja ruim, pois o time de dubladores brasileiros cumpre seu trabalho maravilhosamente bem e conta com nomes como o de Giovanna Antonelli (mãe).

No final esse é um filme que consegue passar mensagens muito interessantes de forma divertida e criativa. O plano desse poderoso chefinho em dominar o coração do público não tem como falhar.

A animação estreia dia 6 de Abril de 2017.

5/5

0 COMENTÁRIOS:

Postar um comentário