10.4.17

Crítica do filme: Velozes e Furiosos 8 (The Fate Of The Furious)


Em "Velozes e Furiosos 8", Dom (Vin Diesel) trai sua família e vai trabalhar para Cipher (Charlize Theron) - uma haker, ciberterrorista que o está chantageando. É então que Hobbs (Dwayne Johnson) reúne a equipe para procura-lo e traze-lo para casa.

No oitavo filme da série nada é impossível. Desde dirigir carros em chamas, quebrar algemas e até remirar misseis com as próprias mãos. Quase todas as cenas de ação são altamente improváveis e o descuido total em trazer realismo para as telas chega a ser cômico. Talvez seja por isso que funciona.

Tirando algumas poucas cenas longas e cansativas, a trama - com 2h16m - passa em um estalo de dedos. Depois dos últimos filmes que também contavam com cenas regadas a adrenalina e sem nenhum teor de realidade é difícil pensar que os roteiristas ainda teriam cartas na manga. Mas, por incrível que pareça foram criadas sequências ainda mais agitadas, e ainda mais explosões. A cena da "chuva" de carros criada por Cipher, por si só, já faz o filme valer a pena.

Foi muito questionado o que seria dito sobre a ausência de Paul Walker, e apesar de não entrarem em detalhes, fica claro o motivo de Brian e Mia não estarem com a equipe.

Como nos filmes anteriores o longa é regado com piadas e humor. Esse traz ainda mais teor cômico e é o que deixa o filme caminhar pra frente e não ficar ainda mais cansativo.


As atuações são caricatas e a maioria dos personagens já apresentados não traz nada de novo. A grande exceção é Jason Statham (Deckard Shaw) o vilão do sétimo filme, que volta agora como aliado da equipe. Jason traz um lado ainda não visto em Shaw e até faz os outros personagens - e o público - esquecer que ele matou um dos personagens mais queridos da franquia - Han.

Outra atuação, não muito surpreendente, mas positiva é a de Charlize. Mesmo que não tenha ficado muito claro os objetivos da vilã, ela é uma excelente antagonista e sua ações nos fazem querer ver mais da personagem na sequencia.

Os efeitos visuais são impecáveis e o público chega até a "esquecer" o quão impossível algumas coisas são, devido ao grande trabalho da produção.

O final  é previsível e ao mesmo tempo improvável - como o resto do filme - e apesar do roteiro raso é um filme que entretem, irá agradar aos fãs e renderá pelo menos mais uma sequencia para franquia.

3,5/5

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