14.5.17

Crítica do filme "Rei Arthur - A Lenda da Espada"


Mais uma vez a famosa história sobre o Rei Arthur e a espada Excalibur chega ao público. Mas justo quando não aparenta ter uma forma de ser surpreendido o diretor Guy Ritchie nos prova o contrário.

A história começa com o seguinte contexto: magos e humanos viviam em paz, até que um quis poder para si e tentou enfrentar o Rei da Inglaterra, Uther (Eric Bana) em Camelot. Entretanto este possuía Excalibur e conseguiu prevalecer. Quando tudo parecia estar calmo o irmão do rei, Vortigern (Jude Law) arma contra o seu senhor. Para sua segurança, o filho do rei, Arthur (Charlie Hunnam), foge e é criado em um bordel sem ter noção da responsabilidade e do poder que existe em seu sangue.

É interessante porque Arthur ignorava seu próprio passado. Ele não desejava ser um líder, não desejava guiar as pessoas por uma causa. Mas ainda assim, foi a esperança nele que levantou o povo contra a tirania de Vortigern e foram as pessoas que morreram por ele que o levantou diante do desafio.


Esse é um filme muito dinâmico e com enredo coeso. Apesar disso, a agitação da trama deixou as atuações um pouco de lado ao focar na ação, assim não foi possível aproveitar ao máximo o talento dos atores. Mas não duvide da qualidade do elenco, afinal, como reclamar de ver na tela Jude Law, Charlie Hunnam, Eric Bana e Aidan Gillen? Prepare-se também para conferir uma pontinha feita por um jogador de futebol famoso.

O destaque do longa foi a trilha sonora autoral, casando muito bem com todos os momentos, e o uso de efeitos especiais. Diferente dos filmes medievais convencionais Ritchie escolheu apostar em dinâmicas cenas de lutas carregadas de efeitos fazendo com que o público se sentisse em um vídeo game. Esse é um filme onde a versão 3D vale a pena.

Esse filme com certeza veio para inovar o gênero medieval para um público que ama blockbusters. Ritchie merece congratulações porque ele conseguiu homenagear e propagar mais a lenda sobre o Rei Arthur.

4,5/5

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