30.6.17

Crítica do filme "Homem Aranha: De volta ao Lar" (Spider-Man: Homecoming)



Com o escalador de paredes finalmente na Marvel Studios, chega aos cinemas "Homem-Aranha: De Volta Ao Lar", passando-se após os acontecimentos de "Capitão América: Guerra Civil". Peter Parker (Tom Holland) precisa ajustar sua nova rotina de herói da vizinhança e ao mesmo tempo se provar como um membro valioso para os Vingadores ao enfrentar o vilão Abutre (Michael Keaton).

Com a direção de Jon Watts, o novo capítulo do herói aracnídeo traz elementos clássicos e ao mesmo tempo originais. Watts, assumidamente fã do trabalho de John Hughes (Clube dos Cinco, Curtindo a Vida Adoidado, Gatinhas e Gatões), o tomou como fonte de inspiração para trazer o ar escolar e jovial. Essa proposta vai de desencontro ao padrão de filmes de herói, onde a ação é colocada acima dos personagens.

LIVRE DE SPOILERS

Tendo isso em mente a escolha de elenco não poderia ser mais certa. Tom Holland traz ao filme a essência que a premissa requer: um Peter extremamente jovem e inexperiente descobrindo seus poderes e suas responsabilidades. Comparado a seus antecessores, Holland apresenta o equilíbrio perfeito entre o garoto nerd e o herói descolado.

Além do grande protagonista, tivemos ótimos personagens secundários, como Ned Leeds (Jacob Batalon) e Flash Thompson (Tony Revolori). Ned com seu jeito desajeitado e empolgado com a carreira heróica de seu melhor amigo rende ótimas cenas cômicas e traz Peter para a realidade de um jovem de 15 anos. Em contrapartida, Flash chama a atenção por não cair no clichê de um valentão de escola que recorre a violência para oprimir, na verdade faz o uso do bullying psicológico.

Era esperado um maior destaque para Liz (Laura Harrier), pois se trata de um interesse romântico de Peter. No entanto, sua presença foi mínima para o roteiro  e pouco cativante. Zendaya vive a personagem Michelle, uma garota bem estranha e confusa, a sua história é muito nebulosa e na parte final do filme uma declaração só aumenta o mistério.


Partindo para o núcleo dos atores já consagrados, Robert Downey Jr., como Tony Start, já não é mais apenas o playboy bilionário, agora ele se vê responsável pelo herói que apresentou ao mundo. Michael Keaton reinventa o vilão Abutre, tendo ótimas cenas de ameaças físicas e psicológicas. Por último, mas não menos importante, Marisa Tomei apresenta uma Tia May totalmente diferente do que o público ja viuparecendo até uma irmã mais velha, mas não menos responsável; sendo um porto seguro que Peter sempre poderá recorrer.




Previamente criticados durante a divulgação, o CGI do filme é muito bem feito e equilibrado entre efeitos práticos e computação gráfica. Assim como toda  a vibe do filme, a trilha sonora traz músicas familiares para os "oitentistas".

Em um mundo de heróis e vilões de escala global, o garoto Peter Parker de 15 anos mostra que podemos fazer a diferença mesmo que nos mínimos atos, e com isso inspira uma geração que tem grandes poderes e responsabilidades.

Observação: o filme conta com duas cenas pós-créditos. Não deixem de ver!

O longa estreia dia 6 de Julho de 2017.

4,5/5

Crítica escrita por: Pedro Prado a.k.a nosso homem-aranha
CURTA: PETER UNIVERSE

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