CRÍTICA DO FILME 'DUNKIRK' DE CHRISTOPHER NOLAN

25.7.17

O cenário é 1940 — em pleno período de Segunda Guerra Mundial — os nazistas cercam soldados ingleses e franceses e para tentar se salvar do grande armamento dos alemães, são obrigados a evacuar até Dunquerque, localizada na França. Conhecida como Operação Dínamo, esta é a mais nova história baseada em fatos que Christopher Nolan (Interestelar) escolheu trazer para as grandes telas.

LIVRE DE SPOILERS

A primeira narrativa é o começo do que se parece ser o fim, sem muitas delongas já introduz os sobreviventes ingleses e toda a paz que lhe foi tirada. O personagem de Fionn Whitehead é o responsável por nos conduzir pela primeira narrativa — a praia onde estão cercados. O comandante inglês interpretado por Kenneth Branagh e é responsável pela baía da praia onde os soldados tentam voltar para casa em barcos militares. O que poderia ser uma saída fácil, se não fosse mais de trezentos mil soldados para transportar e por questões políticas entre Inglaterra e França, acaba dificultando o processo. 

A segunda narrativa conta com Mr. Dawson (Mark Rylance) que por ordem do governo inglês, é responsável por ceder seu barco um tanto quanto familiar para ajudar na evacuação. Dawson conta com a ajuda de George (Barry Keoghan) e seu filho Peter (Tom Glynn-Carney). 

A terceira narrativa é pelos céus azuis das forças armadas britânica com Collins (Jack Lowden) e Farrier (Tom Hardy), responsáveis por fazerem a escolta dos navios lotados de soldados para que não sejam alvos dos torpedos vindo de baixo da terra e bombas caindo do céu.

Como de assinatura evidente de Nolan, as três narrativas são contadas em momentos diferentes, fazendo com que o telespectador monte o filme duração a execução magnífica de cenas gloriosas de pura guerra. A edição dos fatos acontece de forma suave, fazendo você se sentir á todo momento no clima de medo e desespero. Pode até nos fazer lembrar de Amnésia  (dirigido por Nolan em 2001) com sua sutileza de transitar de um assunto para o outro e continuando mesmo assim prendendo a atenção do receptor. 


A experiência fica ainda mais completa com o IMAX, como o próprio diretor filmou com a câmera gigantesca e trazendo efeitos práticos, mais realidade quando um dos aviões fica de ponta cabeça, fazendo manobras de perseguição e atirando contra os inimigos.

A trilha sonora comandada pelo gênio Hans Zimmer faz toda a diferença em cada cena. Através da música conseguimos sentir o desespero dos personagens naquela situação de medo e em certos momentos, o silencio toma conta para que conseguimos respirar da tensão que sentimos dos soldados. Os jovens atores entregam uma ótima performance, incluindo o cantor Harry Styles que se mostra promissor para seu futuro no cinema. A responsabilidade também cai em nomes de peso dos atores mais experientes, nos mostrando emoção e coragem naquele tempo difícil.

Do céu azul claro até a densa praia concentrada de soldados, beirando um mar quase ilimitado, surge uma fotografia espetacular enchendo a grande tela. Com Dunkirk, Nolan se mostra mais uma vez um dos grandes diretores desta nova geração. Se arriscando e acertando em todos os pontos com seu primeiro filme de guerra, que daqui há vinte anos, iremos olhar e reconhecer o mesmo como um clássico da sétima arte.

O filme estreia dia 27 de Julho.

5/5

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