10.7.17

Crítica do filme "Transformers: O Último Cavaleiro"


Três anos após "Transformers: A Era da Extinção", Michael Bay traz para os cinemas Optmus Prime e Bumblebee para mais uma aventura.

CRÍTICA SEM SPOILERS 

A história começa 1600 anos atrás, com Rei Arthur (Liam Garrigan) e Merlin (Stanley Tucci). O mago pediu ajuda a uma fonte do que acreditava ser magia, mas na verdade era tecnologia alienígena para ajudar o rei: o cetro. Com esse artefato muito cobiçado, Transformers e humanos trabalharam juntos pelo bem comum.

Na atualidade Optimus Prime parte em busca dos Quintessons, seres responsáveis pela criação da sua raça. Na Terra os robôs já não são vistos com bons olhos, especialmente nos Estados Unidos, mas Cade Yeager (Mark Wahlberg) ainda arrisca sua vida para defender os alienígenas. 

Esse é um filme com duas horas e meia de duração, sendo sua primeira totalmente dispensável para o enredo. Aliás, é provável que o público durante o filme se pergunte "sobre o que é mesmo?" já que o enredo é complexo e extenso.

A vilã é Quintessa (voz de Gemma Chan), a criadora dos Transformers. Seu desejo é recuperar o cetro dado a Merlin para reconstruir Cybertron sugando a Terra. Seu aparecimento sem explicação e falta de desenvolvimento comprometem sua importância. 

Wahlberg mostrou mais uma vez que não tem como carregar um filme desses nas costas. Sua falta de carisma e personagem comum para filmes de ação deixam sua atuação desinteressante

Uma das personagens novas é Izabella, interpretada por Isabela Moner. A atriz é claramente um achado de Bay, as habilidades mecânicas da personagem remetem a Megan Fox nos primeiros filmes, mas sem o apelo sexual. É uma pena que tenha sido mal explorada e sem importância para o decorrer da história. 


Juntou-se ao elenco a atriz Laura Haddock, no papel de Vivien Wembley, uma descendente de Merlin importante para o desfecho. A "sósia" de Fox cumpre o papel de clichê romântico, mas foi bom ver a preocupação de caracterização com a personagem deixando para trás os saltos altos e as roupas sensuais durante as cenas de ação.

A maior surpresa de participação foi a de Anthony Hopkins, como Sir Edmund Burton. O envolvimento de um ator renomado com uma franquia tão criticada é lamentável. Todo o seu talento foi dispersado em uma relação cômica com seu mordomo, e ainda assim conseguiu ser o destaque de atuação

Sobre os Transformers é triste dizer, mas fora Optimus Prime, Bumblebee e Megatron todos são descartáveis. Tanto é que muitos dos robôs de outros filmes nem são citados.

Como fanservice os personagens de Josh Duhamel, Tyrese Gibson e John Turturro retornam, mas sem grande destaque. Também há a citação do Shia LaBeouf, como Sam Witwicky, que abandonou a franquia. 

Esse é um daqueles filmes em que não importa o conteúdo, desde que o visual agrade. Os efeitos continuam ótimos, as lutas estão menos "poluídas", a trilha sonora deixou a desejar sendo que era um dos pontos altos da franquia. 

Wahlberg anunciou que esse é seu último filme pela franquia já que o diretor Michael Bay sairá do comando. Segundo Bay, é melhor sair enquanto ainda está por cima, mas resta a pergunta: ele não está dois filmes atrasado? 

O longa estreia dia 20 de Julho de 2017.

3/5

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