CRÍTICA DO FILME 'EMOJI'

31.8.17

A animação se apoia em estereótipos, que vão desde os personagens – onde cada emoji tem que desempenhar nada além que seu respectivo significado, não podendo expressar nada além daquilo que se é – até mesmo no trio principal, onde temos o protagonista desajeitado, que busca ser aceito dentro do seu grupo, o coadjuvante engraçado e a mocinha, que desempenha o papel romântico e inspirador na jornada do herói.

LIVRE DE SPOILERS

Embora grande parte do material ali seja uma recriação de coisas já existentes, como os aplicativos e os próprios emojis, os gráficos são um dos poucos pontos positivos do filme, onde há uma harmonia entre a representação do virtual e do real, como também um bom uso de paleta de cores e das texturas. 

O público não encontra dificuldade pra entender o que é retratado, porém o roteiro não surpreende – onde a comédia não ousa, não indo além de situações confortáveis – e provavelmente não deve ser de grande entretenimento ao público infantil. Entretanto Gene, o protagonista, passa uma interessante mensagem ao público – mesmo que superficialmente, onde toda a sua busca por aceitação se define pela moral da história, debatendo em como nos tornamos uma geração mais indiferente, onde o espontâneo e até mesmo o diferente chega à ser algo à ser temido ou não aceito socialmente.


Onde cada vez mais buscamos uma generalização em vez de celebrar o que temos de diferente. O personagem não acaba sendo aceito em seu meio por demonstrar mais emoções além da que deve exercer em meio de convivência.

Um ponto a se ressaltar é a dublagem, com uma boa adaptação de gírias brasileiras como também com um bom arquétipo adequado à personalidade de cada personagem.

Emoji apresenta mais do mesmo, sem inovações e sem grandes aventuras, não agregando à um mercado saturado de animações.

Chega hoje (31) aos cinemas.

Nota: 2,5/5

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