CRÍTICA DO FILME 'VALERIAN E A CIDADE DOS MIL PLANETAS'

7.8.17

Cansado da saturação anualmente dos filmes de super-heróis dominarem o topo das bilheterias, Luc Besson se inspirou em sua infância para dar vida ao jovem Valerian nas as telas grandes. Baseada na história de quadrinhos francesas Valérian et Laureline, chega aos cinemas a versão cinematográfica - Valérian et la Cité des mille planètes - dirigida por Luc Besson com visuais estonteantes, mas que peca em seu enredo.

LIVRE DE SPOILERS

Seguindo a HQ, Valerian (Dane DeHaan) é um agente espaço-temporal e conta com a ajuda de Laureline (Cara Delevingne) para realizar missões cruzando o espaço e o tempo, seguindo as ordens do Governo dos Territórios Humanos. A rotina dos agentes é ligada a basicamente resolver problemas causados por espécies de alienígenas e restaurar a tranquilidade dos humanos e aliens pacíficos. Como todo o filme de aventura sci-fi, algo misteriosamente acontece a uma dessas raças de aliens denominados Pearls, e uma nova missão é designada para os jovens viajantes do espaço. O filme pode abraçar o público de uma maneira um tanto quanto confortável nas primeiras cenas. A ilustre openning scene da estação espacial Alpha mostrando a interação dos humanos com os alienígenas, algo muito marcante no filme. Logo, enchendo a tela de milhares de cores fazendo a introdução dos Pearls, conhecidos como uma raça perfeita e com muito poder.

Dane DeHaan convence como Valerian e Cara Delevingne agrada um público não tão exigente de atuação. Por ter inúmeros elementos de ficção cientifica na história, quando o núcleo se volta para os viajantes do tempo e espaço, um pouco dessa beleza acaba se perdendo. O jovem garoto que teve centenas de parceiras, tentando conquistar sua nova parceira com quem diz ser a última cartada de sua vida. Em certos momentos, a narrativa fica um tanto quanto infantil desligando uma real ameaça e se parecendo com alguma das histórias escritas de John Green. E quando o assunto se torna o trabalho de equipe dos dois, há visivelmente o modo de piloto e co-piloto. Por um lado, a inteligência de Laureline que consegue guiar e criar estratégias e por outro a força e coragem de Valerian se arriscando nas missões.


A presença de Rihanna como Bubble chega como um alivio e nos faz criar uma empatia pela sua personagem, o esforço da cantora é visível e entrega uma atuação mediana. Apesar de Besson ser um grande fã das histórias de quadrinhos, o roteiro deixa o filme cansativo e que poderia muito bem durar menos que o planejado. A história se alonga de maneira desleixada, fazendo o emissor acertar os clichês do filme e não se importando com o destino dos protagonistas.

Uma das únicas coisas que Besson consegue, é prender o público pelo visual surreal do filme. Em todas as cenas envolvendo as raças alienígenas é impossível não parabenizar os criadores e desenvolvedoras que trabalharam com o diretor para chegar no processo final. Para cada alien existe um toque único e não torna nada repetitivo. A trilha sonora entrega bem seu papel de ficção cientifica aventureira com a pitada acida do romance.

Valerian e a Cidade dos Mil Planetas não veio para desbancar nenhum filme das grandes marcas dos super-heróis. Em seu processo final, acaba entregando um filme com elementos ótimos para se trabalhar que acabaram se perdendo no meio do caminho. Os recursos visuais cumpriram muito bem seu papel, se tornando o grande protagonista. E se Besson tivesse colocado os dois jovens e sua narrativa em recuperação, teríamos uma das melhores experiencias de sci-fi desse ano.

O filme estreia dia 10 de Agosto nos cinemas.

3/5

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