PRIMEIRAS IMPRESSÕES 'O NEVOEIRO' (THE MIST)

27.8.17

Nesta última sexta-feira (25) entrou no catálogo da Netflix a série baseada no livro Stephen King, O Nevoeiro.

LIVRE DE SPOILERS

Que esse ano é do Stephen King na televisão e nos cinemas, ninguém pode discordar, e a mais nova adaptação chega ao público de assinantes do streaming com mistério e muito enredo. Baseado no livro que leva o nome da série, a narrativa gira em torno da família Copeland e pequenos núcleos se juntam para a trama principal. Com a premissa parecida com outra série de King também - Under The Dome – temos um visual mais trabalhado e com uma profundidade maior de seus personagens.

O Nevoeiro conta a história de pessoas de uma cidade pequena, que aparentemente funciona muito bem, lidando com seus problemas internos até o dia que uma névoa densa invada a cidade, fazendo com que as pessoas procurassem abrigo no lugar mais perto possível. A procedência desta névoa é desconhecida e uma vez vagando por ela, é possível encontrar coisas sobrenaturais. Até determinado momento do primeiro episódio da série, conseguimos esquecer que se trata de um suspense e terror, e entramos em uma narrativa de drama acompanhando a família Copeland.

Sendo a família a responsável por nos mostrar os enredos de pessoas comuns, sem nenhum contato ou vivencia sobrenatural. Outra parte representada por personagem com certa bagagem em acontecimentos deste tipo. 


A série não se prende ao clichê do policial tentar resolver o mistério de tudo aquilo. Na verdade, a narrativa desta parte da série peca muito e acaba sendo muito raso, com as autoridades sendo praticamente inútil na trama. Separados pelos núcleos de pessoas presas no shopping center, outras vagando pela névoa em busca de ajuda e a terceira parte em uma igreja, em nenhum momento o mistério toma conta da construção dos personagens.

Para os principais, somos comovidos pelos acontecimentos com a adolescente Alex (Gus Birney) envolvendo Jay (Luke Cosgrove), os dilemas de gênero de Adrian (Russell Posner), a crise do casal Kevin (Morgan Spector) e Eve (Alyssa Sutherland), a misteriosa Mia (Danica Curcic) e o homem sem lembranças Bryan Hunt (Okezie Morro). Cada personagem possui uma característica diferente e enfrenta dilemas opostos, lidando com senso de justiça á religião.

As atuações não são dignas de uma indicação ao Emmy, mas acabam funcionando para o formato da série. A fotografia é muito bem trabalhada, usando tons mais frios e realçando as cores com a natureza. O processo de computação gráfica tanto para representar a névoa sobre a cidade, quanto para os acontecimentos sobre isso é visivelmente amadora e não chega a ser uma incomodo maior do que algumas faltas de obviedade do roteiro.

Para uma maratona despretensiosa durante o final de semana, a série se encaixa no perfil. Se relevar as atitudes e diálogos fracos em momentos que poderiam ser decisivos da série.

3/5

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