'QUERIA SER O VALERIAN TODOS OS DIAS DA MINHA VIDA' DIZ DANE DEHAAN EM COLETIVA DE VALERIAN

4.8.17
foto: Agência Febre

A coletiva realizada na quinta-feira (03) contou com a presença ilustre do diretor Luc Besson e do ator Dane DeHaan. Ambos desembarcaram no Brasil para promover o novo longa de romance sci-fi intiluado e baseado na HQ francesa de mesmo nome, Valerian e a Cidade Dos Mil Planetas.

Depois de dirigir e roteirizar Scarlett Johansson ganhando poderes fora de série, Besson nos apresenta seu mais novo e promissor trabalho, dando vida a uma das séries francesas mais antigas. A história gira em torno de Valerian, um agente espaço-temporal que conta com a ajuda de sua companheira Laureline, viajam o universo seguindo ordem de seu comandante para manter a paz entre alienígenas e humanos. O diretor conta que sempre busca pela originalidade e conhecimento para se basear em criar uma versão cinematográfica do quadrinho.

 "Quando sua originalidade e conhecimento estão alinhados para fazer filmes grandiosos."

Luc também comenta que conheceu as aventuras de Valerian ainda quando jovem e se apaixonou por Laureline e por todo aquele universo quase ilimitado. O filme conta com inúmeras utilizações do chroma key e o diretor deixa claro que sempre tentava deixar seus atores o mais confortável possível para contracenar com monstros imaginários, que a imaginação fluísse e poderiam se concentrar e entregar um ótimo resultado no filme. O processo de criação também foi algo grandioso, sendo que o filme estava sendo planejado há sete anos. Besson menciona uma cena do filme no Grande Mercado, uma das melhores sequencias em que somos emergidos para a tecnologia e criatividade do longa.

"Demorei dois anos e meio para finalizar a cena do Grande Mercado, possui muitos detalhes e requer um trabalho gigantesco com a computação gráfica. Chamei ilustradores de todas as partes do mundo para o processo de criação dos alienígenas, incluindo um brasileiro que trabalhou neste projeto."

Quando Luc se deu conta do trabalho dos ilustradores, contabilizou dez mil criações de todos os formatos e gêneros para compor as inúmeras raças que aparecem no filme. O diretor se baseou primeiro no roteiro, para depois se focar nos moldes de cada alien. Questionado sobre o casting feminino, enfatiza que uma das melhores escolhas do elenco foi Cara Delevingne que interpreta Laureline.

foto: Agência Febre

Luc afirma que Cara sabe muito bem atuar e aposta em um futuro promissor para a jovem no cinema. Sobre a cantora Rihanna, o diretor não escondeu que não tinha conhecimento sobre a carreira musical e que logo após a escolha, procurou ouvir algumas músicas.

"Ela estava querendo fazer o teste e era muito boa. Foi a melhor performance então escolhi ela. E logo depois, descobri que ela tinha um álbum e fui ouvi-lo."

O ator Dane DeHaan também não poupou elogio para as meninas. Mencionou o esforço que Rihanna demonstrava, se empenhando cada vez mais e que logo depois de filmar suas cenas, a cantora se dedicava ao seu novo álbum. DeHaan também comentou a personagem de Cara, onde acabam criando um laço romântico e que no qual, Laureline é a força e inteligência de Valerian, onde em vários momentos o protagonista só estivesse vivo por causa dela.
Dane conta que se divertiu nos momentos difíceis de ação e procurou ao máximo trazer honra para Valerian, conhecendo melhor e aperfeiçoando para a versão cinematográfica. A cena preferida do ator fica com a sequência inicial, onde somos apresentados á ao Alpha e várias raças de alienigenias diferentes.

"Eu queria ser o Valerian todos os dias da minha vida."

Ambos não se preocuparam tanto quanto á recepção do público geral sobre o filme. Besson não descartar uma possível continuação, até mesmo mostra interesse em aprofundar mais os sentimentos dos jovens na história e não se preocupa em contar a origem de tudo. O diretor reforça que a mensagem do filme é passada pelos Pearls (raça alienígena), que aos olhos dos humanos, são perfeitos. A mensagem fica clara sobre como é importante tocar no assunto de humanidade e não gerar conflitos por motivos pobres á ponto de colocar tudo a perder.

O novo longa de sci-fi aparece como um alivio e traz originalidade e criatividade para as grandes telas e que para Luc, se diferencia do clichê super-heróis que tem tomado grande parte do cinema.

"É um filme para pessoas normais conseguirem se identificar. Pessoas que são heróis, mas que não são super-heróis. Há muito fast food no cinema e pouca cozinha francesa."

O filme estreia dia 10 de agosto no Brasil.

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