CRÍTICA DO FILME 'IT - A COISA'

6.9.17

Baseado no livro hormônio e gigantesco de Stephen King, It – A Coisa chega ao cinemas brasileiros com terror, comédia e mistério. Misturando em dosagens certas e com leves escorregões.

LIVRE DE SPOILERS

Estamos no verão de 1989 na cidade de Derry, e os amigos Bill (Jaeden Lieberher), Richie (Finn Wolfhard), Eddie (Jack Dylan Grazer) e Stanley (Wyatt Oleff) estão com os dias contados e planos de viver o melhor verão possível. Porém, Bill decide que é a hora de colocar seu plano em ação para achar Georgie (Jackson Robert Scott) seu irmão que desapareceu depois de uma forte tempestade. As pistas e convicções de Bill, o faz ser um dos melhores personagens da trama, ligando os pontos de encanamento publico e convencendo seus amigos que ainda lhe resta certa esperança em encontrar o irmão vivo.

Por outro ponto de vista da história, encontramos a adolescente Beverly "Bev" Marsh (Sophia Lillis) que possui rixas e desentendimentos com outras adolescentes da escola, o que acaba levantamento rumores sobre sua vida amorosa, e onde vemos a garota sendo injustamente punida. Bev cruza o caminho do novato Ben da escola e da cidade, tímido e com um gosto musical de referencia do público adulto, acaba criança um laço com Bev e que mais tarde por força maior, ambos se juntam ao Clube dos Perdedores.

A cidade pacata de Derry acaba se revelando uma grande, densa e misteriosa cidade com seu histórico de mortes e desaparecimentos. Ligando os pontos com o desaparecimento de Georgie e recentes acontecimentos sobrenaturais, o famoso palhaço Pennywise dá as caras para acabar com possíveis problemas e saciar seu desejo. A cada cena a trama nos envolve mais por cada personagem e o futuro que os aguarda. 


Quase esquecemos que estamos diante de crianças resolvendo mistérios a clima de Scooby Doo mais sombrio e ao mesmo tempo lidando com seus próprios dilemas, desde o bullying praticado por nomeados valentões até os abusos dentro de casa que assombra a única personagem feminina do grupo. Os momentos de descontração entre um fato e outro são essenciais e mesmo sendo engraçado, não tira o receptor da tensão da cena. Finn Wolfhard (responsável por viver Mike Wheeler em Stranger Things) consegue quebrar o gelo e quando se junta á Jack Dylan Grazer as cenas ficam ainda mais hilárias naquele universo.

Bill Skarsgard entrega um palhaço medonho, que sabe impor aflição e ao mesmo tempo nos fazer se preocupar como Pennywise irá atacar novamente. A caracterização é muito bem executada e são poucos traços reconhecidos de Skarsgard. As aparições de Pennywise são de total concentração e susto. Mesmo o filme pecando em cenas que já nos foram apresentadas em outros filmes do gênero, fazendo o susto ser algo premeditado, há uma certa peculiaridade em momentos de ação entre os Perdedores e o palhaço assustador.

O diretor argentino Andy Muschietti - conhecido por roteirizar e dirigir Mama (2013) terror com Jessica Chastain e Nikolaj Coster Waldau – entrega mais uma vez uma fotografia belíssima, conseguindo captar a essência da época e unindo os elementos de horror a uma cena de alivio.

It – A Coisa sabe muito bem por onde conduzir o telespectador e não o deixa desacreditar em nenhum momento. Com cenas e referencias memoráveis, construção de personagens a fundo e propósitos plausíveis, a grande adaptação cinematográfica de King irá fazer você flutuar.

O filme estreia dia 7 de Setembro.

4/5

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