CRÍTICA DO FILME 'O ASSASSINO - O PRIMEIRO ALVO' (AMERICAN ASSASSIN) COM DYLAN O' BRIEN

19.9.17

O gênero de ação envolvendo espionagem e o serviço secretos dos Estados Unidos possui uma vasta coleção de altos e baixos, mas, para se destacar do gênero superficial é preciso inovar, o que O Assassino – O Primeiro Alvo não conseguiu.

LIVRE DE SPOILERS

Em uma praia paradisíaca visivelmente lotada de turistas, Mitch Rapp (Dylan O’Brien) pede sua companheiro Katrina (Charlotte Veja) em casamento. Para registro pessoal, o garoto apaixonado grava os momentos do pedido romântico e que seria marcado por seus últimos momento de felicidade. O desespero e o medo toma conta da praia e Mitch vê sua amada sendo morta em sua frente causado por um ataque terrorista. E então, o filme começa com a motivação de Mitch para obter vingança a sua amada e decide se infiltrar na irmandade dos terrorista para alcançar seu objetivo .

A atmosfera do filme envolve e mostra como a morte de um ente querido – neste caso, sua esposa – pode transformar um pacato garoto e um homem barbudo, sem nenhum traço de felicidade e pronto para arrancar a cabeça de um dos terrorista mais procurados e responsável por toda a sua dor. Não somos inseridos ao luxo de acompanhar o processo de preparação de meses para saber como Mitch chegou tão perto dos contatos terrorista e após sua tentativa sozinho, e aparentemente sem nenhum treinamento específico, a responsável Irene Kennedy (Sanaa Lathan), supervisora de operações terrorista, vê em Mitch o que a narrativa não nos contou. 


Em uma espécie de treinamento psicológico, o personagem de O’Brien começa a trabalhar junto com Stan Hurley, personagem do Michael Keaton. A escolha de Rapp não fica clara e os argumentos usados não passam nenhuma credibilidade. A inserção dentro do treinamento “oficial” funciona na tela grande, do combate corpo a corpo e a realidade virtual para encontrar determinados alvos. As cenas externas não funcionam tão bem quanto um combate close-up e Dylan O’Brien sabe muito sabem aproveitar esses momentos.

O diferencial não tão aclamado fica por conta dos diálogos que chega a ser interessantes, se Michael Cuesta diretor do filme, trabalhasse o roteiro para não ficar cansativo os momentos perdidos em tela. As discussões políticas sobre todo o terrorismo acaba perdendo a força justamente pela falta de direção. Funciona para as motivações de Ghost (Taylor Kitsch) que no filme surge como vilão clichê dos filmes de ação, buscando trair todos ao seu redor e tomar o mundo para si.

Com pouca beleza, a fotografia cumpre seu papel seguindo o gênero e a trilha sonora se destaca em certos pontos de concentração. As cenas de ação são boas e serve como foco principal para destacar a atuação de Dylan O’Brien.

O Assassino - O Primeiro Alvo não se destaca de outros inúmeros filmes sobre espionagem e conspiração, e apenas funciona para entretenimento, sem adicionar conteúdo que faça criar teorias malucas.

O filme estreia dia 21 de Setembro.

3/5

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