CRÍTICA DO FILME 'O SEQUESTRO' COM HALLE BARRY

4.9.17

Durante um passeio ao parque, o filho de 6 anos de Karla (Halle Barry) é sequestrado, sem telefone para chamar a polícia, ela precisa perseguir os sequestradores por conta própria.

Halle Barry está ótima e leva o filme nas costas, desde os primeiros minutos vemos o quanto sua personagem é batalhadora e admirável. Mesmo que muitas vezes o roteiro soe muito melodramático, ela continua sendo carismática, dificilmente o filme funcionaria com uma atriz menos competente.

A cena do sequestro é realmente desesperadora e intensa, mas a direção e o roteiro limitados prejudicam, fazendo com que essa tensão vá se desgastando ao decorrer do longa. Apesar de boa parte dos momentos de perseguição prenderem ou pelo menos deixarem o espectador curioso, diálogos bobos e fora de hora atrapalham e muitas vezes quebram o clima de tensão. Além disso, o roteiro é explicativo demais, expõe tudo o que a personagem está pensando e não deixa nada para o espectador decifrar sozinho. Felizmente, mesmo com o roteiro falho, a atuação de Halle consegue compensar alguns desses erros.


A trama é inverossímil, alguns acontecimentos se repetem demais, e há incoerências, como o carro da protagonista que mesmo depois de dezenas de batidas continua inteiro, apenas um pouco sujo.

A trilha é genérica, tem bons momentos, no entanto também consegue soar forçada e destoante às vezes.

Chris McGinn consegue convencer como vilã, sua personalidade é desprezível, já Lew Temple interpreta um personagem tão canastrão e ridículo, que praticamente nem tem falas.

O filme não é de todo ruim, apesar dos erros e de começar e terminar de forma piegas, há uma tensão que consegue prender, principalmente os espectadores menos exigentes. Porém uma direção mais competente e um roteiro bem escrito teriam ajudado muito e quem sabe até transformado o filme em algo mais marcante.

O sequestro é um filme cheio de altos e baixos, previsível, e que em nenhum momento foge do gênero “pipoca”, mas que pelo menos cumpre seu papel de entreter.

O longa estreia na próxima quinta, dia 7 de setembro.

3/5

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