CRÍTICA DO FILME 'O QUE SERÁ DE NOZES 2'

15.9.17

A aventura apresenta a continuação da história de Surly Squirrel e seus amigos. Quando o malvado prefeito de Oakton decide demolir o Liberty Park e construir um perigoso parque de diversões no local, a turma precisa se reunir para salvar sua casa.

LIVRE DE SPOILERS

Desta vez, Max e sua turma retornam ao seu habitat, onde devem aprender novamente a procurar comida em meio à tantas adversidades da vida moderna, o que causa em poucos minutos de tramas a famigerada mensagem de união, amizade, como também a essencial consciência ecológica – itens quase que sempre presentes em filmes do gênero – onde a animação não foge do clichê, assim como o faz em outros aspectos técnicos.

Assim como a trilha sonora foi um dos pontos positivos, e também algumas divertidas cenas de ação no terceiro ato, a dublagem brasileira não deixa a desejar, não recorrendo a nomes famosos – como feito originalmente na dublagem americana – para um maior feito, mesmo que alguns trocadilhos usados não sejam de uso ou conhecimento da nova geração, ainda assim não afeta o trabalho num todo.


Embora mesmo que presente de uma maneira leve, assim como toda a estrutura, a animação aborda temas interessantes, dentre piadas e animais fofos, há presente uma pequena trama policial, onde tentam – mesmo que de maneira superficial – mostrar a dualidade presente nas pessoas, fato que é evidenciado pelo prefeito durante a estória. A moralidade não se deixa ausente, onde um dos aspectos mais admiráveis da animação talvez seja em mostrar ao seu público a importância, sem vergonha alguma, do coletivo e do que se é justo. A inocência presente em certos momentos ressalta a própria essência do que é ser criança, junto das adversidades ali geradas.

A ambientação, assim como todo o trabalho em gráfico num geral, é bem interessante. Aproveitando muito de uma estética utópica pra se demonstrar mais explicitamente “o bem” contra “o mal” onde o segundo é representado por algo mais inacabado, sujo. Como é de se esperar, a animação faz um uso descarado de arquétipos, onde já no núcleo principal temos Max e Andy – que retratam de forma indireta o conto da lebre e da tartaruga – assim como a o vilão da trama e os coadjuvantes – que vão desde os animais até as aparições de policiais (onde temos a já desgastada piada com rosquinhas) entre outros, o que não é necessariamente algo ruim porém não agrega, sendo mais do mesmo.


O Que será de Nozes 2’ não se arrisca, o que não o permite se tornar memorável dentro de seu gênero. E mesmo que seja previsível até mesmo em seus momentos cômicos, não deixa de entregar um entretenimento razoável ao seu público alvo no que talvez seja um dos seus maiores pontos positivos, a sua simplicidade.

Nota: 3/5

0 COMENTÁRIOS:

Postar um comentário