CRÍTICA DO FILME 'LOGAN LUCKY - ROUBO EM FAMÍLIA' COM CHANNING TATUM E DANIEL CRAIG

8.10.17

A família Logan é conhecida por ser azarada, mas os irmãos Jimmy (Channing Tatum) e Clyde (Adam Driver) pretendem reverter esse cenário ao elaborarem um plano para roubar o dinheiro arrecadado de uma corrida da fórmula Stock Car.

LIVRE DE SPOILERS

Depois de passar dois anos se dedicando a obra prima The Knick, Steven Sodenberg está de volta ao cinema com um filme que lembra bastante uma das obras mais famosas de sua filmografia, a trilogia Onze homens e um segredo. A vibe é parecida e até dá a impressão de ser uma versão caseira e sem o glamour de Las Vegas.

Em Logan Lucky, o diretor traz uma história bem elaborada e divertida, e que apesar de ter um pontapé simples, tem um desenrolar esperto e atrativo.

A primeira cena do filme já é regada a uma trilha sonora envolvente, presente durante grande parte da trama e que ajuda o espectador a se ambientar e entender mais o personagem central, Jimmy.

O roteiro e os diálogos são ágeis, o que agrada, pois não cansa quem assiste, e felizmente o filme é engraçado sem ser bobo ou exagerado. Apesar de não arrancar gargalhadas o tempo todo, consegue extrair risadas com boas sacadas, como piadas com os livros de Game of Thrones e os motivos de George R.R Martin atrasar a entrega dos novos livros.


Além do roteiro esperto, a direção e edição de Sodenberg tornam a história ainda mais dinâmica, dando um bom ritmo ao filme. Apesar do diretor ser um ótimo contador de histórias, há momentos que soam forçados. Conforme a história avança, o plano de roubo fica cada vez mais engenhoso e é difícil acreditar que duas pessoas comuns conseguiriam pensar em elementos tão complexos. Mesmo com um especialista na equipe, é difícil “comprar” alguns acontecimentos que soam inverossímeis demais, mesmo para uma comédia.

As atuações estão ótimas, Channing Tatum é competente, principalmente nos momentos cômicos, e consegue conduzir a trama, além de ser carismático e fazer o espectador se identificar com os dilemas de seu personagem. Adam Driver também está ótimo, Clyde é excêntrico e o ator tem ótimos momentos em cena. Daniel Craig arrasa e diverte como o experiente criminoso Joe Bang. Riley Keough não aparece tanto quanto os três personagens principais, mas cumpre bem seu papel.

A única atuação que não agrada é de Hilary Swank, que apesar de ser uma boa atriz, entrega uma personagem canastrona e piegas.

Não se engane com o subtítulo brasileiro genérico, pode não ser o filme do ano, mas é uma boa e divertida surpresa.

Chega nos cinemas dia 12 de outubro.

4/5

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