CRÍTICA DO FILME 'TEMPESTADE - PLANETA EM FÚRIA' COM GERARD BUTLER

19.10.17

Dois irmãos tem a missão de salvar o mundo em novo longa distribuído pela Warner Bros.

NÃO POSSUI SPOILERS


O cientista Jake Lawson (Gerard Butler) é o responsável por uma rede de satélites, Dutch Boy, destinada a controlar do clima do planeta. Após se recusar receber ordens de políticos americanos, Jake é retirado do projeto e substituído por seu irmão, Max (Jim Sturgess). Alguns anos depois, Dutch Boy apresenta uma pane e a Terra sofre consequências graves com uma série de desastres naturais. Agora, os irmãos Lawson precisam deixar suas diferenças de lado para trabalharem juntos na procura pela real ameaça.

São inúmeros os longas que trazem catástrofes naturais como uma ameaça para a humanidade, então o grande desafio é trazer a inovação. O roteiro de Dean Devlin tenta alcançar isso ao propor um suspense, mas não consegue ser bem executado por conta de sua previsibilidade. Todos os clichês vistos em "O dia depois de amanhã", "2012" e tantos outros filmes do gênero estão lá: o sacrifício pelo bem comum, o mundo ignorando suas diferenças pelo bem comum. Isso dá um tom caricato e antiquado ao longa.


A história tem dois núcleos: o planeta Terra e o espaço. Ambos andam de forma independente, o que faz com que os poucos momentos de interação sejam forçados. O personagem de Butler não demonstra qualquer compaixão pelas perdas humanas, preocupa-se apenas com sua criação de forma egocêntrica. Sturgess também enfrenta problemas na interpretação com um personagem pouco inspirador. Os grandes destaques são Abbie Cornish, com uma personagem forte e cativante, e  Zazie Beetz, que tem os melhores momentos de humor. Os outros personagens, como os outros integrantes da estação espacial, tinham premissas que pareciam interessantes, mas não foram exploradas.

Os efeitos especiais no espaço são o grande destaque, principalmente nas cenas de explosões. No entanto, para caracterizar as catástrofes naturais, o CGI é comprometido. A trilha sonora ajuda a influenciar e fazer com que o público tenha uma imersão profunda e, até certo ponto, consegue.

Todo o desenrolar da história beira o "quase" e não atinge seu potencial. Com uma duração relativamente curta, a história se manteve rasa e entediante. Talvez em um outro formato, como um seriado, os elementos e as relações poderiam ter sido melhor explorados. Apesar da abordagem antiquada, a importância da união mundial vale a pena ser relembrada, mesmo que venha na forma de uma simples garoa.

Nota: 3/5
Distribuição: Warner Bros.
Estreia: 19/10/2017

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