22.11.17

CRÍTICA DO FILME 'BONECO DE NEVE' COM MICHAEL FASSBENDER


Quando uma mulher desaparece, a única pista deixada para trás é um cachecol rosa encontrado envolta de um estranho boneco de neve. O detetive Harry Hole (Michael Fassbender) começa suas investigações e percebe que o crime parece obra de um serial killer.

O longa – que tem enfoque no drama e thriller – infelizmente opta por uma abordagem nada interessante, onde o mistério se faz pouco presente, optando por uma abordagem mais sucinta porém sem uma objetividade, onde as duas horas de filme soam como um amontado de subtramas que acabam por resultar em clichês. Entretanto, há personagens interessantes como Katrine Bratt, mas que acabam por ser tratados sem uma relevância comparável à do detetive Harry (Michael Fassbender).



Embora tenha um elenco admirável, os atores tem seu potencial desperdiçado ao longo da maçante trama – onde o pouco suspense construído em torno da mesma não é o suficiente pra criar uma ligação, sequer uma catarse, se limitando ao ponto em que o longa acaba por revelar o assassino de forma tão preguiçosa quanto o seu desfecho.

Uma da lastimas fica por conta do assassino, em uma visão romantizada em que acabamos por não temer o mesmo – por mais que ele sempre se faça presente na vida de suas vítimas e dos investigadores, num jogo de cão e caça.

A direção, que ficou por conta de Tomas Alfredson de O Espião que Sabia Demais, possui alguns breves momentos interessantes aliada a uma boa fotografia, mas que acabam sendo esquecidos no didatismo exacerbado, como também por seu olhar superestimado da trama que, ao invés de potencializar a história, acaba por se tornar superficial, onde a ênfase é presente em todos os momentos, mesmo que desnecessários, acabando por tornar os poucos conflitos existentes sem importância alguma no todo.

O potencial do longa é evidente, e se faz presente em diversos trechos – mas sua execução acabou por resultar num filme genérico e sem personalidade. Estreia na próxima quinta dia 23.

Nota: 2/5

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