CRÍTICA 'UMA RAZÃO PARA VIVER' (BREATHE) COM ANDREW GARFIELD

13.11.17

‘Uma Razão Para Viver’ é baseado na história de Robin Cavendish (Andrew Garfield), um homem que muda totalmente de vida depois que fica com paralisia por conta da poliomielite. Apesar disso, ele e sua mulher Diana (Claire Foy) se recusam a ficar em casa sofrendo e viajam o mundo ajudando a mudar a vida das pessoas com entusiasmo e bom humor.

LIVRE DE SPOILERS

O longa conta com a estreia de Andy Serkis como diretor, antes conhecido por atuar em filmes como a franquia ‘Planeta dos Macacos’ e ‘Senhor dos Anéis’. Em seu primeiro trabalho, Serkis concebe uma bela direção, já perceptível nos créditos iniciais do filme, onde a aura dos anos 50 se estabelece e permanece até o fim, permitindo uma leveza ao filme – que inesperadamente possui bons momentos quando se trata de comédia. O mesmo consegue captar cada sentimento ali presente na medida certa, desde os momentos alegres como também a angustia presente na trama.

Infelizmente, essa aura acaba por se tornar, em alguns dados momentos, um inimigo à trama, onde por muitas vezes o longa fica estereotipado em um padrão melodramático, onde descarta a possibilidade de um crescimento exponencial em seu tom, e por assim dizer, de seu protagonista. Aparentando que o filme opta por se contentar com uma abordagem mais superficial e romântica, deixando espaço para perdas de ritmo em seu desenvolvimento, que acabam por afetar o longa num aspecto geral.


Andrew Garfield e Claire Foy são elementos chave no elenco, possuindo uma ótima química – mesmo em momentos de discordância entre os personagens – que acaba por superar qualquer elemento negativo na trama. Outra boa adição ao filme foi Tom Hollander, que fica responsável por interpretar os irmãos gêmeos de Diana. Todo o elenco secundário, salvo apenas ao personagem de Jonathan Hyde, possui um elemento solidário á Cavendish, onde há poucos momentos de conflito, que acaba se restringindo ao roteiro, nos momentos de dificuldade do protagonista lidando com a poliomielite. Serkis é bem responsável nesse aspecto, mesmo quando se propõe a ser didático, não abandona a importância de Cavendish e muito menos a essência que trouxe para a trama.

Embora ‘Uma Razão Para Viver’ se atenha a uma abordagem confortável da história de Cavendish, o filme propõe uma mensagem que ainda assim vale a pena ser vista, onde a paixão de Serkis pela história é evidente, conquistando a catarse de seu público á medida que caminha para seu terceiro ato – por mais clichê que seja – onde o longa não se atem apenas ao lado biográfico, mas é determinado em enfatizar o lado delicado e positivo do humano.

O longa estreia na próxima quinta dia 16.

Nota: 3/5

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