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CRÍTICA DO FILME "A GRANDE JOGADA" COM JESSICA CHASTAIN E IDRIS ELBA


Em A grande jogada (Molly’s game), somos apresentados a Molly Bloom (Jessica Chastain), que acorda com o FBI em sua porta e com um papel em que dizia: “Os Estados Unidos da América contra Molly Bloom”, dois anos após ter parado de administrar jogos de pôquer, ela é acusada de operar apostas ilegais e envolvimento com a máfia russa.

 Molly é uma ex esquiadora olímpica que precisa abandonar ainda na juventude sua carreira após um acidente improvável, e que decide que só voltará a estuda e iniciar uma nova carreira profissional após um ano levando uma grana.

Baseado em uma história real, a trama mostra a vida de Molly antes de se tornar a princesa do pôquer, passando por flashbacks da sua adolescência  e seu trabalho como garçonete em um pequeno barzinho, onde ela conhece Douglas Downey (Chris O’Dowd), que a contrata para ser sua assistente e posteriormente, sua administradora em jogos de pôquer com as maiores celebridades do país.

No entanto, quando Doug percebe que Molly está se destacando na administração e recebendo gorjetas generosas dos jogadores, ele decide cortar o seu salário fixo, causando revolta na personagem principal. E é aí que o filme realmente começa a mostrar a essência de Molly Bloom.

Molly começa a organizar os mais exclusivos jogos de pôquer por conta própria convidando todos os jogadores do seu ex chefe e faz uma fortuna usando apenas sua inteligência, mas ela nem pode imaginar tudo o que viria a acontecer depois disso.


Bloom é uma personagem encantadoramente interessante, pois além da personalidade forte, ela é uma mulher inteligente, que se dedica a aprender tudo sobre todos os assuntos em que se vê envolvida, como o pôquer e a  legislação dos EUA.

Um dos pontos que mais merece destaque na protagonista, é que Molly em nenhum momento se deixa envolver sentimentalmente ou sexualmente com nenhum dos jogadores, mantendo uma postura firme diante de todas as tentativas de manipulação desse mundo predominantemente masculino.

No longa, Molly faz narrações por cima das cenas do filme, quebrando a quarta parede e interagindo com o público, como se estivesse contando a sua história para um amigo.

Idris Elba interpreta Charlie Jaffey, advogado de defesa da Molly. Após ser presa e ter seu dinheiro confiscado pela justiça, ela o escolheu pela sua fama de ser incorruptível. Como sempre, Idris entregou uma atuação de qualidade, trazendo um personagem que desenvolve uma relação cheia de acidez e sinceridade com Molly e que resulta em diálogos e cenas interessantes e em alguns momentos até divertidas.

Já o Player X, interpretado por Michael Cera,  é um personagem misterioso, porém extremamente importante, pois é ele quem consegue causar uma reviravolta na trama.

Kevin Costner interpreta Larry Bloom, psicólogo renomado e pai de Molly, figura importante para que o público entenda melhor a personalidade de Molly.

Caso você não saiba jogar pôquer, as jogadas são explicadas rapidamente pelos personagens, mas isso não garante que você não possa pode ficar um pouco perdido em alguns momentos do filme, já que certas jogadas e estratégias são o ponto mais importante de determinadas cenas, mas esse detalhe não faz com que você não possa assistir o filme ou não entenda a história apresentada.

A trilha sonora é básica e não surpreendeu, porém cumpre com satisfação a sua parte no filme. A grande jogada vem com diálogos espertos, cenas rápidas e com informações a todo segundo, como já é marca do diretor Aaron Sorkin (a rede social), e entrega um filme interessante do começo ao fim.



Nota: 4,5/5
Distribuição: Diamond Films
Estreia: 22 de fevereiro de 2018

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