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Crítica do filme "Lady Bird - A hora de voar" com Saoirse Ronan


O primeiro filme dirigido por Greta Gerwig é leve, com ótimas chamadas de comédia e um drama necessário de adolescência.

Estamos em Sacramento no ano de 2002 e Christine "Lady Bird" McPherson (Saoirse Ronan) está no final do ensino médio e prestes a começar sua vida universitária, mas antes de começar sua vida adulta, precisa enfrentar e resolver seus dramas familiares e as dificuldades que esse sonho tem a oferecer. Por se tratar de um coming of age, Lady Bird consegue cumprir seu papel maravilhosamente. 

A visão de que qualquer garota que esteja passando por momentos de mudanças em sua vida e não tem o apoio esperado ao seu redor, já gera uma empatia pela personagem. Além do fato de Saoirse Ronan entregar uma ótima atuação como adolescente rebelde que sente a necessidade revolucionar. O drama envolvendo sua mãe Marion (Laurie Metcalf) é um dos pontos chaves da história. Ambas possuem personalidades fortes e por isso causam tanto conflito a si mesmas. 

São duas faces diferentes da mesma pessoa que consegue misturar em toda essa narrativa as doses de drama e comédia.


Os conflitos escolares também são muito bem executado em destaque para a amiga Julie (Beanie Feldstein). O filme nos insere um pequeno arco que seria muito interessante ter sido explorado mais, assim como a rápida experiência de Lady Bird com sua vida amorosa. Tirando alguns clichês já vistos em filmes para adolescentes, Lady Bird consegue se ressaltar desse clichê trazendo mais profundidade na questão do amadurecimento. 

Por se tratar do primeiro filme dirigido por Greta Gerwig, a composição é básica e os cortes rápidos ficam como sua marca nesse filme. Cortes precisos em alguns momentos e pouco aproveitados em situação que o público deve esperar mais. A trilha sonora nos faz lembrar dos hits de 2002 e a fotografia do filme é muito bem trabalhada.

As indicações para o Oscar são justificáveis, sendo um filme extremamente delicado e para as Lady Birds ao redor do mundo possam se identificar com a personagem, criando uma empatia muito alta com as questões que precisamos lidar na transição para a vida adulta.

Como um dos queridinhos da maratona de premiações esse ano, Greta Gerwig nos mostra sua forma sutil de lidar com o amadurecimento, amigos e família, sem perder a carga dramática e levando as coisas boas para o lado do humor.

Nota: 4,5/5
Estreia: 15/02

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