14.3.18

Filme "Tomb Raider - A origem" traz a "heroína" que a gente precisava


Aos 21 anos, Lara Croft (Alicia Vikander) leva a vida fazendo entregas de bicicleta pelas ruas de Londres, se recusando a assumir a companhia global do seu pai desaparecido (Dominic West) há sete anos, ideia que ela se recusa a aceitar. Tentando desvendar o sumiço do pai, ela decide largar tudo para ir até o último lugar onde ele esteve e inicia uma perigosa aventura numa ilha japonesa.

Assim como nos videogames, ‘Tomb Raider - A Origem’ é um reboot da aventureira. Não só a aparência da personagem como também sua gênese foi alterada – positivamente. Encontramos uma Lara Croft mais nova, mais inexperiente, tornando-a mais tangível para com o publico, contribuindo para uma empatia maior com a mesma. Lara é a heroína que precisamos, justamente por não se colocar na posição de uma, mas por tudo que ela representa em um debate tão recorrente de uma idealização de modelo.

Alicia Vikander incorpora a personagem com grande aptidão, seja se tratando do aspecto humano e emocional de Lara como também nas cenas de ação, onde a escolha da atriz se torna inquestionável.  Vikander faz com que esse universo se torne plausível, sendo responsável por dar uma maior dimensão do que Tomb Raider é capaz, mesmo numa produção que detém de um roteiro mais seguro.


A falta de coragem do mesmo resulta em uma aventura de forma compacta, percorrendo um caminho mais objetivo – principalmente por se tratar de estabelecer novamente a origem da personagem, pecando no óbvio e genérico. A jornada de Lara na misteriosa ilha Yamatai apresenta fatores determinantes na construção da personagem e em seu futuro, contudo os fatos não se mantêm tão relevantes nas quase duas horas de filme. A história é contada, mas sem um aprofundamento de fato enriquecedor num todo, onde fica evidente a importância da atriz para engrandecer o enredo.

Embora seja inspirado nos jogos e não uma adaptação direta, o filme empresta vários elementos, especialmente quando se trata da direção. Roar Uthaug aborda a ação de maneira imersiva e com pontos de vistas que valorizam o que está em cena, mas que logo caem em contraste em momentos de mais sensibilidade, não aproveitando o frescor da vulnerabilidade de Lara. A instabilidade na direção é um reflexo de toda a obra, que em momentos se torna agradável porém em outros acaba prejudicado por seus problemas técnicos – que por mais incômodos que sejam ainda não tiram a força de sua protagonista e da essência de sua história.

Embora os erros sejam evidentes, ‘Tomb Raider – A Origem’ entrega o suficiente pra dar inicio a franquia, aliado com uma personagem relevante e definitivamente interessante – e uma atriz incrivelmente capaz de interpretar Lara Croft, podendo resultar em uma franquia notável, dado que os elementos já se fazem ali presentes.

Nota: 3/5
Distribuição: Warner Bros.
Estreia: 15/03

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