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Divertido e emocionante, 'Turma da Mônica - Laços' conquista os corações de todas as idades


No live action inspirado na Graphic Novel de mesmo nome, Floquinho, o cachorro do Cebolinha, desapareceu. O menino desenvolve então um plano infalível para resgatar o cãozinho, mas para isso vai precisar da ajuda de seus fiéis amigos Mônica, Magali e Cascão. Juntos, eles irão enfrentar grandes desafios e viver grandes aventuras para levar o cão de volta para casa.

Com uma trama simples, Turma da Mônica - Laços consegue transpassar todo o encanto do universo criado por Maurício de Sousa.

Embora tenha o grande uso da nostalgia por apresentar personagens já conhecidas por milhares de brasileiros, a produção consegue levar um frescor em cena, especialmente quando conquista um ritmo e dinâmica nunca antes vistos, especialmente por ter realizado um trabalho de elenco excelente, no qual de fato as personagens conquistam o direito de coexistir em nossa realidade, em carne e osso. Em específico a Dona Cebola, e a grata surpresa que foi Rodrigo Santoro como Licurgo Orival Umbelino Cafiaspirino de Oliveira, mais conhecido como Louco.

A trama consegue captar o que a Turma da Mônica tem de melhor, em especial os integrantes dela mesma — Mônica, Cebolinha, Magali e Cascão. As crianças, obviamente, tem a missão de tornar tudo aquilo real, mas vão além. É impossível não se apaixonar, afinal elas são exatamente o que sempre acompanhamos nos quadrinhos, ou até melhor, no qual temos a oportunidade de ver uma versão, se é que podemos chamar dessa maneira, mais humanizada e menos cartunesca delas, no qual é possível explorar mais possibilidades — tanto em construção de personagem quanto em situações de conflito, possíveis unicamente pela transmídia, que conseguem provocar um carisma ainda maior no que evidencia que tem de melhor, regada de temáticas inerentes que são retratadas de maneira concisa, mas ainda de grande importância, emocionando o público independente de sua idade.


O carinho é uma das características principais, sendo possível observar além do seu roteiro, mas nos grandes e pequenos detalhes — seja em referências à demais personagens secundários, ou na adorável participação de Maurício de Sousa. A direção de arte é esplendorosa, em toda sua escolha de cenários e paletas de cores, sendo uma transcrição dos quadrinhos, e essencial na criação da atmosfera. Todos esses aspectos, como por exemplo a trilha sonora, acabam quase imperceptíveis num todo, o que pode aparentar estranho ao ler essas palavras, no entanto a ambientação é tão precisa que os elementos se tornam um só, ao invés de apenas coexistir entre si.

A chegada de ‘Turma da Mônica - Laços’ nos cinemas não é apenas um marco da literatura brasileira ou de nossa infância, mas também um marco no cinema nacional, conseguindo realizar um trabalho preciso, ainda mais quando lembramos que se trata de um filme infantil e da falta dessa temática de origem brasileira nas telonas, sempre dominada pelo mercado americano. É uma experiência satisfatória, quase que catártica — claro, não em um nível de tragédia grega como dita o termo — em um material tão simples, mas que acaba sendo enriquecedor. Conseguimos ver em tela o melhor de nós mesmos, e ter um gostinho da nossa infância.

Não importa qual a sua idade, nós todos somos meras crianças do Bairro do Limoeiro durante a 1 hora e meia de filme.

Nota: 4/5

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