Crítica| A Barraca do Beijo 2 é uma mistura de tudo o que você precisa

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Dois anos após o lançamento do primeiro filme, Joey King, Jacob Elordi e Joel Courtney retornam em seus papéis de Elle Evans, Noah e Lee Flynn, respectivamente, para a continuação de A Barraca do Beijo, filme baseado nos livros de Beth Reekles. E assim como o antecessor, esse filme é uma mistura de amizade, amor, risadas e choro (se assim como eu você for uma manteiga derretida, porque cá entre nós, infelizmente não tem muitas cenas para derrubar lágrimas). A combinação de tudo o que você precisa e nem sabia que precisava. 

Analisando os aspectos técnicos do longa escrito e dirigido por Vince Marcello, (responsável também pela direção do primeiro filme), a fotografia chama a atenção por, em sua maior parte, se passar em ambientes claros, dando a impressão de "nos carregar" para dentro do que imaginamos ser passar os dias em Santa Mônica (regado de sol).

A trilha sonora é um dos melhores elementos. As músicas foram perfeitamente escolhidas de acordo com o momento, e arrisco dizer, com a emoção dos protagonistas. Músicas alegres, tristes e até mesmo de ação, que marcam a cena e a complementam, deixando tudo em perfeita sincronia. A atuação é um show a parte. Muito se tinha medo de como Joey e Jacob, que terminaram o namoro ano passado, se comportariam em cena, e dá para dizer que o profissionalismo de ambos ficou acima de qualquer situação que se passe na vida aqui fora. Pode ser que o fato do namoro a distância entre Elle e Noah, e consequentemente poucas cenas juntos, tenha ajudado, mas foi muito bom ver que o clima não tenha transparecido constrangedor no filme.

Mas, falando agora sobre a história. Após esse pequeno spoiler no parágrafo anterior, já sabemos que A Barraca do Beijo 2, trata de uma situação que é o pesadelo de todo casal: a distância.
Com isso, vemos Elle, uma jovem no último ano do ensino médio, ter de lidar com a pressão e insegurança de ver seu namorado, Noah, que possui reputação de "mulherengo", cursando faculdade do outro lado do país. Mesmo toda a situação sendo para lá de complicada, a protagonista tenta lidar com maturidade, o que se torna difícil quando imersa em um ambiente tóxico que chamamos de: mídias sociais. Para ajudar em todo o drama, Elle conta pelo menos com o seu melhor amigo, Lee (que continua sendo a melhor pessoa dessa história), e que mesmo com seus próprios problemas pessoais, está sempre lá para ajudar.

Para deixar tudo ainda um pouco mais complicado, nessa segunda parte de A Barraca do Beijo, contamos com dois novos - e importantes - personagens. Taylor Zakhar Perez, interpreta Marco, o aluno mais gato e popular da escola - agora que Flynn está fora - que vai mexer com os sentimentos de Elle e Maisie Richardson-Sellers, intérprete de Chloe, uma colega de Noah que fará Evans perder a cabeça e se morder de ciúmes.
(PS: E se você está sentindo falta da literalmente barraca do beijo, saiba que ela está lá, de uma forma bem secundária, mas que vai fazer toda diferença no final).

Por fim, o filme é divertido, engraçado e trás a tona importantes questionamentos. Vale a pena abrir mão dos nossos sonhos por alguém? Dá para confiar 100% em uma pessoa? São perguntas que infelizmente não há respostas prontas, onde cada pessoa lida de uma forma, e talvez seja isso que faça de A Barraca do Beijo 2 um filme especial. Ele retrata uma realidade de muitos jovens, causando um sentimento de conexão e identificação.

Mas, ainda assim se você, como eu, achou que toda a trama é bem parecida com o do primeiro - o complicado relacionamento de Elle e Noah, a amizade e os dramas de Elle e Lee, e um gancho perfeito para um próximo filme - saiba que sim, e apesar de ter um ou outro elemento novo, o filme como um todo é uma repetição de uma receita de romance clichê, o que não significa que seja ruim, afinal são esses ingredientes que nos fazem gostar tanto desse estilo, não é? Leve e descontraído, é a escolha perfeita para renovar as energias e relaxar, o tipo de filme comfort.


Nota final: 4/5