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Precisamos falar sobre o medo de envelhecer e mudar


As mudanças no design, na vida e no meu autoconhecimento

Hoje acordei reflexiva, o novo design do blog me fez relembrar uma velha questão. Eu cresci. Já faz um tempo, eu sei. Mas, parece que só agora é real. Eu não sou mais a adolescente de 16 anos que criou o seu primeiro blog, na época, se chamava "Dezesseis não é criança". Eu sou a Djenifer, com 26 anos, quase duas faculdades, estagiando no veículo dos meus sonhos e tentando conciliar o AS meu blog amado que passou por todas as mudanças da minha vida junto comigo.

Quando eu percebi que mudei, logo entendi que ele deveria mudar também. Eu não sou mais a nerd que só sabe falar de cinema e literatura, agora, eu também gosto de falar de moda, arte, amor próprio, filosofia, medo de envelhecer, sexo, medo de casar, ter filhos... E, mesmo assim, ainda sou a nerd de antes. 

Queria um lugar no qual eu pudesse ser quem eu sou sem medo dos julgamentos de como eu deveria ser. Sempre quis deixar o AS focado no público adolescente, e apesar de, amar falar com esse público percebi que era mais pelo fato de eu ter medo de crescer. Síndrome de Peter Pan, conhece? 

Eu estava tão acostumada a ser a 'fofa' a mais 'nova', que é estranho pensar que essa fase passou. É estranho para mim me chamar de mulher, não de menina, e assumir que agora eu sou adulta.



Isso é algo que ninguém te prepara para passar, tipo: Oi, tudo bem? Um dia você vai acordar e não vai mais ser a menina insegura com medo do primeiro dia de aula ou de ficar sem ninguém para comer com você no recreio. Um dia você vai acordar e seus problemas serão outros: ter ou não ter filhos? casar ou continuar solteira? sair da casa dos seus pais, ou não? Trabalhar com o que você ama ou com que vai te dar dinheiro?

É uma dança difícil de se dançada, ainda mais, para quem não consegue enxergar que chegou a hora de aprendê-la. Foi, por isso, que eu decidi mudar. Aceitar que eu cresci, e mais do que isso, aceitar que crescer não é ter todas as respostas, mas sim estar disposta a descobri-las, sem medo de julgamentos e de ser quem se é. 

Quero que o AS seja o nosso lugar de descobrimento, que juntas a gente se torne a mulher que a gente sonhou quando éramos crianças, ou alguma versão ainda melhor.

Vamos, juntas?


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