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Tá tudo bem mudar de ideia e não se culpar por isso


Alguns meses atrás eu tinha certeza que estava feliz sozinha, que finalmente, eu tinha conseguido encontrar o estado de espírito perfeito e que nada iria abalar isso. Mas, inesperadamente, conheci uma pessoa nova que me fez pensar que eu estava errada.

Que, o certo para mim, era me relacionar com alguém. Abri mão da minha solidão para acolher outra pessoa na minha vida. Vivi meses incríveis, senti como se tivesse encontrado o parceiro perfeito para a vida. Escrevi esse texto para vocês, e fiz tantos planos. 

Eu não sabia que algum tempo depois, eu ia mudar de novo. De repente a nova rotina que parecia me fazer tão bem, já não me fazia mais. E eu posso listar vários motivos para isso ser culpa dele, ou, falar a real e assumir que era culpa minha. Eu havia mudado.

Eu já não era mais a mesma do começo do ano, nem a mesma que havia aceito iniciar um namoro. Eu mudei e já não me via mais naquela situação.

Primeiro, eu me odiei. Odiei ser a pessoa que iria "gratuitamente" machucar alguém, que assim como eu, também já havia feito planos. Depois de alguns dias refletindo, cheguei a conclusão que a melhor coisa que eu poderia fazer, era me abrir com ele e falar a verdade.

Depois de terminar, eu me odiei mais ainda. Entrei em um looping de autodepreciação que só eu sei como foi horrível. Eu não achava justo ter magoado alguém que a única coisa que fez foi me dar carinho. 

Mais um tempo passou, e eu entendi, que eu simplesmente não poderia ser responsável pela felicidade de outra pessoa, quando eu ainda não tinha conseguido nem cuidar da minha.

Como eu estava me culpando por fazer outra pessoa infeliz com tanta força quando eu mesma não me fazia feliz há muito tempo?


Dei mais dois passos para trás e me fechei em mim. Parei de conversar (com ele) e com todo o resto. Tirei um tempo para pensar e tentar entender quem eu sou agora. Entrei em um espiral de tristeza que cada semana parece ser mais difícil do que a outra.

Mas, se tem uma vitória que eu posso comemorar no meio de tudo isso, é a de ter entendido que eu não tenho culpa por mudar nem de sentir o que eu sentir de agora pra frente.

Me permito ser triste por quanto tempo eu sentir ser necessário, e depois, recolho os pedacinhos de mim que eu deixei cair e reconstruo com paciência e carinho.

Nisso, percebi que preciso continuar a minha jornada sozinha, afinal, estar comigo já é trabalhoso, e desafiador por si só.

Antigamente, pensar em ficar só me fazia sentir um gosto amargo na boca. Hoje, isso vem de um jeito mais acolhedor e gentil. 


E eu espero que assim como eu, você consiga, mesmo nos dias difíceis se olhar com carinho e entender que aquilo que você precisa passar hoje, não é o que você vai ter que passar sempre. Momentos ruins vêm e vão.

E você vai ficar bem.

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