Crítica do filme "Beleza Oculta" (Collateral Beauty)

24.1.17

LIVRE DE SPOILERS

Chega essa semana aos cinemas "Beleza Oculta", um drama de David Frankel. A história é sobre Howard (Will Smith) que costumava ser um profissional de destaque, porém ao perder sua a filha isso o consome de tal forma que ele abandona tudo e como forma de desabafo resolve escrever pros três "pilares" da vida: o Amor, o Tempo e a Morte.

Seus amigos e parceiros profissionais sentiram que deviam tomar uma atitude pois com Howard abandonando a empresa eles teriam que vendê-la. Para obter uma reação dele eles resolveram contratar atores para representar o Amor (Keira Knighyley), o Tempo (Jacob Latimore) e a Morte (Helen Mirren) e então provariam que sua sanidade era questionável.

É muito interessante porque cada um desses atores atingiu não só o personagem de Smith, mas eles afetaram cada um dos amigos que tinham assuntos relacionados a cada um dos pilares. Isso fez com que no final percebêssemos que apesar do foco principal ser Howard, todos tem assuntos pendentes e mal resolvidos.




Agora é importante ressaltar as atuações. Will Smith já convenceu a todos que tem talento para drama e mais uma vez confirmou isso, porém o que deixou a desejar foram as cenas que tiveram o tom repetido. Jacob Latimore, (o Tempo), merece destaque com algumas das cenas mais fortes e impactantes do filme, é em sua primeira aparição que a audiência começa a se envolver com a história. Helen Mirren, (a Morte) por mais irônico que pareça é o alívio cômico mas sem deixar o sentimentalismo de lado. Por mais que tenhamos uma admiração pessoal por Keira Knightley, (o Amor), sua participação ficou um tanto quanto tímida.

A caracterização dos personagens foi bem representada. Howard no início do filme passa uma imagem muito feliz e você vê o quanto sua tragédia pessoal afetou sua aparência física. Os atores quando entravam em contato com o personagem principal associavam a cor da vestimenta aos pilares — o Tempo foi representado pelo branco; a Morte foi representada pelo azul (inesperado já que normalmente é associada ao preto) o Amor ao tradicional vermelho.

Um filme que faz o público ir as lágrimas e questionar os valores. Talvez não o mais incrível sobre depressão e perda, mas com certeza um que te faz sair da sala com uma visão mais ampla sobre viver, não só existir.

Estreia dia 26 de janeiro nos cinemas.

3,5/5

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