Darren Aronofsky, diretor indicado ao Oscar e ao Globo de Ouro por “Cisne Negro”, vem ao Brasil para divulgar seu novo longa, ‘Mãe!’, terror psicológico estrelado por Jennifer Lawrence, Javier Bardem, Ed Harris e Michelle Pfeiffer.

O diretor atenderá a imprensa brasileira e da América Latina nos dias 19 e 20 de setembro, em São Paulo.

Distribuído pela Paramount Pictures, o longa estreia em 21 de setembro nos cinemas de todo o país. Em ‘Mãe!’, a relação de um casal é testada quando visitantes não esperados chegam à sua casa e atrapalham a tranquilidade da família. ‘Mãe!’ é um suspense psicológico sobre amor, devoção e sacrifício.

Confira o trailer:


Baseado no Best-seller homônimo de Jeannette Walls, O Castelo de Vidro narra as lembranças da jornalista durante a infância e adolescência no convívio de uma família disfuncional.

Emocionante sem ser melodramático, o novo drama de Destin Daniel Cretton, diretor do excelente Short Term 12, traz uma história dolorosa e interessante, conquistando principalmente os apaixonados pelo gênero dramático. A direção de Destin, junto a uma edição dinâmica dá bom ritmo ao filme, apesar de 2 horas de produção, a trama envolve, não se torna cansativa em momento algum e parece passar com rapidez. 

Destin também consegue manter o longa equilibrado, a obra vai se aprofundado ao decorrer do filme, desenvolvendo relacionamentos e personagens. A trama é tocante e contada com um tom sóbrio, mesmo sem esconder o afeto que os personagens têm pelo pai Rex (Woody), a perspectiva não se torna lúdica ou romantizada, mostrando a realidade de uma família desequilibrada. Os Walls se amam, mas sua relação é tóxica, expondo os filhos à fome, pobreza, e obrigações adultas.

O desenvolvimento da historia é eficiente, o filme passeia entre passado e presente de forma orgânica, não incomoda o espectador. As passagens de tempo são eficazes, bem montadas e vão tornando a trama cada vez mais profunda e realista. Nem todas as ações dos personagens são justificáveis no desfecho, no entanto é emocionante.


Jeannette é uma mulher em conflito, marcada por uma relação conturbada com o pai, é possível enxergar as lutas internas da personagem. De forma perfeita Brie Larson consegue passar tudo isso ao espectador, suas expressões impressionam e não precisam de diálogos a todo momento para que os seus pensamentos sejam compreendidos.

O restante do elenco também é muito competente, Woody Harrelson apresenta uma interpretação habilidosa como um pai que tenta ser amoroso, mas que é perdido e desequilibrado. Sua performance impressiona e é cheia de nuances, é possível odiar e condenar dezenas de suas ações cruéis e abusivas, mas também há cenas que despertam piedade.

Naomi Watts também tem um desempenho elogiável, sua participação é envolvente, mas não chega a roubar cenas como Woody e Brie, que estão excepcionais e marcantes. O elenco mirim e adolescente também trabalha muito bem.

Há coisas que deixam a desejar, como a ambientação, apesar de termos uma noção da época em que a história se passa, devido ao figurino, essa ideia ainda é nebulosa e só fica realmente clara nos créditos finais. Outra coisa que não satisfaz totalmente é a caracterização dos jovens, os atores são os mesmos que interpretam os personagens na fase adulta, então nem todos conseguem convencer como adolescentes.

Com uma trama intensa e sensível, O Castelo de Vidro aborda difíceis relações familiares e traz interpretações impressionantes. Não chega a ser um filme para todos os públicos, porque pode ser cansativo para os que não gostam de drama, mas para os fãs do gênero é uma ótima opção.

A produção chega aos cinemas dia 24 de agosto.

4/5

O canal oficial de Game of Thrones no Youtube divulgou um vídeo sobre como foi feita a batalha de white walkers contra Jon Snow e seus companheiros. O diretor Alan Taylor quis criar uma atmosfera em que o público acreditasse que qualquer personagem pudesse morrer.

A locação utilizada para as cenas foi a Islândia, um país muito frio e com paisagens singulares. O ator Kit Harington (Jon Snow) apontou o curto período com luz solar como uma das dificuldades para filmagem, mas Joe Dempsie (Gendry) diz que um local como esse o surpreende mesmo conhecendo a escala de Game of Thrones.

É possível assistir depoimentos dos intérpretes de personagens amados pelo público, além de comentários de membros da direção e produção da série. Não deixe de conferir o vídeo e todos os conteúdos divulgados pelo Acidamente Sensível.



A atriz Millie Bobby Brown, Eleven da série da Netflix "Stranger Things", vem ao Brasil pela primeira vez em setembro.

Sua presença foi anunciada pela Seven Entretenimento, produtora responsável pela organização da Geek City, evento da cultura pop que acontecerá em Curitiba de 1 à 3 de semenbro.

Millie participará do evento nos dias 2 e 3. Além da presença em um painel, fará fotos em um Meet&Greet. Ainda não foram divulgadas informações sobre horários e preços. 

Além da atriz, já foram confirmadas as presenças de Seth Gilliam ("The Walking Dead", "Teen Wolf"), Azim Rizk e Ciara Hanna ('Power Rangers: Super Megaforce").

GEEK CITY
Local: Expo Renault Barigui (Rua Batista Ganz, 430 - Curitiba)
Quando: de 1 a 3 de setembro
Ingressos: Disk Ingressos (41 3315-0808); Geek City (www.geekcity.com.br); lojas nos shopping Mueller, Palladium, Estação e Curitiba.


A convite da H20 Films o Acidamente Sensível viu em primeira mão o novo filme de Doug Liman ("No Limite do Amanhã", "Sr. & Sra. Smith")

NÃO POSSUI SPOILERS

Em 2007, a guerra no Iraque caminhava para a sua conclusão após o presidente Bush declarar vitória. Ainda assim, haviam conflitos entre os oficiais americanos e iraquianos.

Os sargentos Allen Isaac (Aaron Johnson) e Shane Matthews (John Cena) após um pedido de resgate, foram até uma área que teria sido atacada por uma milícia. Lá eles encontraram oito mortos e para garantir a segurança ficam camuflados por 20 horas para detectar qualquer movimento.

O sargento Matthews chega a conclusão que eles estão sozinhos no deserto e se aproxima da cena. É nesse instante que eles descobrem que o atirador, chamado Juba (Laith Nakli) ainda está lá e não pretende deixá-los saírem com vida. O que os separa do destino fatal é apenas um muro, onde se passa toda a história.

Para feliz surpresa, esse não é um filme de empoderamento estadunidense. Apesar do personagem de Johnson chamar Juba de terrorista em vários momentos, o iraquiano apresenta argumentos que justificam sua visão.


Essa claramente uma guerra psicológica que faz classificar o longa como um thriller. Apesar da curta duração (90 minutos) e uma premissa tão simples, ele não se torna tedioso em nenhum momento. Isso se deve grande parte a ótima interpretação de Johnson que leva o público ao desespero. Cena teve uma participação mais modesta, mas provou que é capaz de papéis mais densos do que normalmente interpreta. O que deixou a desejar foi a exploração pessoal entre o personagem Juba e o sargento Isaac.

A grande falha do filme é englobar tantas coisas, mas ao mesmo tempo se manter raso. Enquanto o atirador iraquiano propõe a discussão sobre a real intenção da guerra, o sargento americano mostra os traumas de soldados que temem a volta para casa. Mas nada disso é levado além.

Liman, depois de uma conversa com o novelista John Freeman Gill, contatou o produtor Dave Bartis pois desejava alterar o final do filme. Apesar da negativa de Bartis, ele manteve a ideia e contou ao ator Aaron Johnson, que a amou. Houve o apoio da Amazon e então "Na Mira do Atirador" ganhou um desfecho genial por não ser comercial.

Uma guerra que teve seu fim anunciado em 2007 ainda possui feridas abertas até hoje e, mesmo ao sair da zona de conforto, o longa errou o alvo por pouco. 

O longa estreia dia 24 de agosto de 2017.

3,5/5

A grande guerra se aproxima e Jon Snow, acompanhado de guerreiros destemidos, vão atrás de uma prova para convencer os líderes ao sul da Muralha.

POSSUI SPOILERS DO EPISÓDIO

Durante a caminhada até o exército de mortos-vivos, Tormund pergunta a Jon sobre seu encontro com a Rainha. O Rei do Norte conta sobre como ela é e sobre a exigência de jurar lealdade à Casa Targaryen. O selvagem lembra então o líder Mance Rayder, que fez com que seu orgulho custasse vidas. 

Gendry ainda tem ressentimentos com os membros da Irmandade, mas logo é calado por Sandor Clegane. Jon e Jorah conversam sobre o Lorde Comandante Jeor Mormont e Eddard Stark. Jon vê nessa situação a oportunidade de devolver Garralonga à Jorah, mas o cavaleiro não a aceita por ter levado vergonha ao pai e à sua casa.

Pelo jeito o plano de Lorde Baelish funcionou. Arya revela ter encontrado a carta escrita pela irmã na primeira temporada e a acusa de ter ajudado os Lannisters contra os Starks. Sansa explica que era uma criança e que foi forçada pelas circunstâncias, mas graças a ela Winterfell retornou para sua Casa. Arya percebe a apreensão da irmã pois essa é uma informação que não pode chegar aos lordes do Norte, mas ela não decide como irá usá-la. Vemos então que cada uma das irmãs foram guiadas por duas vertentes durante a série: o medo e a raiva.

Chegou a hora de Tormund conhecer Clegane, mas o Cão de Caça não parece muito receptivo. O selvagem conta sobre uma mulher para a qual quer voltar e depois de uma breve descrição Clegane assimila que ela é Brienne de Tarth. Os produtores dão ao público mais um pouco desse romance que nem começou de uma forma divertida e cativante. Beric conversa com Jon sobre seu pai e sua mãe (ele não cita nomes), além da relação que ambos compartilham com o Senhor da Luz. Pouco tempo depois eles avistam uma montanha que parece uma ponta de flecha, a mesma vista por Sandor Clegane nas chamas.        

Daenerys está apreensiva na Pedra do Dragão, mesmo com Tyrion tentando acalmá-la. Ela relembra os homens que passaram pela sua vida e que tomaram decisões heroicas e que ameaçaram a própria vida, entre eles Jon Snow. Ou seja, sutilmente o casal ganha força para acontecer. Olhando para assuntos mais importantes, Jaime promete nenhum movimento dos Lannisters até que haja o encontro com Cersei se Tyrion conseguir controlar a impulsividade de sua rainha. Daenerys não gosta de ouvir isso e, quando seu Mão sugere o planejamento de um sucessor, piora seu humor. Apesar dessa sugestão ter fundamento, Tyrion foi inocente ao fazê-la.      

Ao norte da Muralha, a equipe de captura avista um urso morto-vivo e, antes que pudessem fazer algo, são atacados. Depois de muito esforço, a criatura é morta depois de ter feito uma vítima e ferido Thoros. Para tentar encontrar o exército, eles observam as pegadas deixadas pelo urso e as seguem. 

Sansa compartilha com Lorde Baelish sua desconfiança da lealdade dos lordes, principalmente que a irmã tem a posse de sua carta. "Mindinho"acredita que a Lady de Winterfell pode pedir a Brienne que interceda caso Arya tente lhe fazer algum mal, afinal, ela prometeu proteger ambas as filhas de Catelyn Stark.  

Através de uma fenda, eles avistam uma pequena parcela dos mortos-vivos. Com um objetivo em mente, eles decidem atacar. Ao destruir o white walker que liderava, quase todos os corpos se desintegraram. O único que permanece de pé é capturado, mas consegue pedir por reforços. Ao perceber o perigo, Jon pede a Gendry que volte a Atalaialeste para mandar um corvo à Daenerys. Os que permaneceram ali tentam fugir pelo gelo e acabam encurralados por um grande exército que não ataca por conta da barreira de água criada pelo gelo quebrado. Contra todas as possibilidades, Gendry consegue chegar até a Muralha e pede a Davos que a mensagem seja enviada. Quando Daenerys recebe, ela decide agir, mesmo diante dos protestos de Tyrion, e leva seus três dragões para o combate.

Thoros é o primeiro a morrer congelado, mas todos sabem que é questão de tempo até isso acontecer com o resto. Jorah comenta sobre o que aconteceu quando o white walker foi morto e os outros corpos sumiram. Beric sugere matar o Rei da Noite, já que ele que originou a todos, mas Jon sabe que essa seria uma tarefa impossível. Por isso, ele prefere se atentar ao plano e torcer pela ajuda da Mãe dos Dragões.   

         
Sansa recebe uma convite para ir a Porto Real, mas isso não a agrada. Ela deseja que Brienne vá em seu lugar, mas a cavaleira não fica feliz com a ideia. Deixar a Lady de Winterfell tão exposta a Lorde Baelish seria trair a promessa que fez a Catelyn, mas Sansa recusa tal proteção e Brienne acata a decisão da garota Stark. Ela terá seu reencontro com Jaime Lannister, aquele com quem desenvolveu uma boa amizade em temporadas passadas.

Sandor Clegane atira pedras nos mortos-vivos e uma delas denuncia que a barreira de água foi congelada. Ao perceber isso, o exército avança para o ataque e a luta se inicia. Quando parece ser o fim, a Mãe dos Dragões chega com seus filhos e dá aos fãs da série belas imagens de fogo e destruição. O Rei da Noite usa uma flecha especial para atirar em Viserion com sua própria força. O dragão cai no gelo e afunda sem vida. Daenerys fica em choque, mas logo recobre a consciência quando Jon a manda partir, mesmo que isso signifique deixar o Rei do Norte para trás. Jon Snow daria adeus a Game of Thrones se não fosse a chegada inusitada de Benjen Stark em um cavalo. O tio, que também ajudou Bran, salva o sobrinho ao dar-lhe o cavalo e abraça a morte em uma última luta contra white walkers.               

Sansa descobre sobre os rostos que Arya carrega consigo. A irmã mais nova conta sobre sua trajetória em Bravos e como consegue ser ninguém e todos ao mesmo tempo. Ela claramente ameaça Sansa e deixa claro que pode tomar o lugar da irmã se quiser. Os ressentimentos que Arya já tinha voltaram com toda força depois dos esquemas de "Mindinho", principalmente se ela sentir que Sansa pode oferecer algum perigo a Jon.

Daenerys não perde a esperança no retorno de Jon e fica aliviada ao ouvir uma trombeta anunciar sua chegada. Depois dos devidos cuidados, ele acorda e a vê sentada em sua cama. Jon lamenta a perda de Viserion, mas a Rainha entende que esse foi um mal necessário para que ela acreditasse nos white walkers e se aliasse a causa. O Rei do Norte finalmente promete lealdade a Rainha Targaryen e oferece um momento de confiança e intimidade entre os dois.

Com o uso de correntes, o exército dos mortos-vivos retira o dragão morto da água. O Rei da Noite vai calmamente até ele e, depois de um contato, Viserion abre os olhos azuis e revela o maior medo que a série pode oferecer: um dragão morto-vivo.

Foi-se o tempo em que Game of Thrones era inusitado. Isso não é o pior, já que depois de 7 temporadas é difícil seguir a história de uma forma que ninguém tenha imaginado. O que realmente incomoda é o descaso com que a série tem sido feita, apresentando situações onde mortos-vivos conseguem correntes enormes e figurantes, que surgiram do nada, sendo mortos para que principais sejam poupados. A série tem uma magnitude absurda, mas vem cometendo erros vistos em séries em suas primeiras temporadas.  Apesar do fanservice fazer bem ao coração do público, Game of Thrones corre o risco de perder o respeito que ganhou nos últimos 6 anos.

3,5/5

A Warner Bros. Pictures apresenta a cinebiografia de Arlindo Barreto, um dos intérpretes do palhaço Bozo.

NÃO POSSUI SPOILERS

Conhecemos Augusto Mendes (Vladimir Brichta), um ator de grande sucesso nos filmes de pornochanchadas e filho da atriz  Marta Mendes (Ana Lúcia Torre). Ele tem uma relação muito afetuosa com o filho, resultado de um relacionamento com a atriz de telenovelas Angelica (Taina Müller).

Augusto tem um sonho de partir para outros palcos e por isso entra em contato com a emissora Mundial. Com a ajuda de Angelica, ele consegue uma pequena participação em uma novela, mas isso não é o bastante. Ele então promete ser um sucesso e "pisar" naqueles que o recusaram.

Surge a oportunidade em uma novela da TVP  mas ele desiste ao chegar lá e saber sobre um teste como Bingo, um personagem de grande sucesso nos Estados Unidos. Depois de impressionar o diretor americano ele conquista o papel e se torna o rei das manhãs, mas não pode revelar quem é o homem por baixo da maquiagem.

Esse é o primeiro trabalho de Daniel Rezende como diretor. O mesmo inspirou-se em Birdman  —filme que conta sobre o ator Riggan Thomson (Michael Keaton) que vive sufocado por seu maior personagem — alusão ao Batman vivido por Keaton em 1990. 

Rezende trabalhou como montador em "Cidade de Deus" e conquistou uma indicação ao Oscar, mas nesse projeto preferiu se manter longe da função e confiou em Marcio Hashimoto para não ficar preso a ideias determinadas previamente. 

Temos uma dimensão de como a televisão brasileira era em 1980. Mesmo cheia de exageros e com apelações cafonas, Augusto consegue criar uma nova forma de entretenimento. O talento do ator foi decisivo ao adaptar o humor estadunidense para os padrões brasileiros.


Apesar de baseado em fatos reais, quase todos os nomes e marcas foram alterados, exceto o de Gretchen (Emanuelle Araujo) que é um importante ícone pop da época e um marco na carreira de Augusto. Isso aconteceu não só para evitar lidar com direitos autorais, mas também para não afetar no desenvolvimento criativo do longa.

Vladimir Brichta não foi a primeira opção para o protagonista, mas depois de vê-lo em cena é difícil não imaginá-lo no papel. Com ampla experiência na comédia, ele complementou seu treinamento com o próprio Arlindo e Fernando Sampaio, palhaço e cofundador da companhia teatral Lá Mínima - a mesma da qual Domingos Montagner (que fez uma pequena participação) fazia parte. Montagner faleceu esse ano então vê-lo ao lado de Brichta falando sobre o que é ser um palhaço foi tocante.

O desenvolvimento do protagonista foi muito bem construído, mas pecou na conclusão. Por conta do contrato de autorização de reprodução firmado com Arlindo Barreto, o roteiro a deveria abordar semelhanças com sua vida atual "disseminando a palavra de Deus" segundo ele. No entando, essa "virada na vida" pareceu pouco convincente.

Para Augusto permanecer fora dos palcos é negar sua existência. O que pareceu ser sua maior oportunidade também foi o que quase lhe destruiu. Uma coroa pode ser muito pesada se você não estiver preparado para o que ela traz.

O longa estreia dia 24 de agosto de 2017.

4,5/5

A série se inicia seguindo diretamente os desfechos de cada personagem – não perdendo tempo pra explicar em como eles chegaram lá, e sim o que está por vir. O que para um público não familiarizado se torna ruim, é um ponto positivo pra quem ansiava por ver os personagens novamente

LIVRE DE SPOILERS

Enquanto os personagens não se reúnem, a fotografia – assim como outros aspectos característicos de cada um, por exemplo, a trilha sonora marcante de Luke Cage – é mantida dentro de seu núcleo, onde cada personalidade é transcrita por esses artefatos, trazendo uma estética muito interessante. Outro ponto a se ressaltar é a tranquilidade em que os assuntos são tratados, onde são construídos em um crescente até que então a união dos anti-heróis seja necessária – ou uma consequência.

Encontramos os mesmos lidando com as resultantes de suas escolhas – onde tentam seguir em frente, mas em algum ponto se sentem obrigados a retornar as suas pendências, especialmente após um incidente que acaba criando um inimigo em comum, o Tentáculo, que é novamente a trama abordada assim como em ‘Demolidor’ e ‘Punho de Ferro’. Logo no primeiro episódio somos apresentados à vilã Alexandra Reid (interpretada por Sigourney Weaver) onde fica evidente a sua ligação com a organização e Madame Gao, assim como também à Elektra, onde a mesma tem de lidar com a sua imprescindível filiação com o Tentáculo – após se sacrificar por Matt Murdock – e consequentemente se tornar a misteriosa arma denominada Céu Negro.


Um dos pontos positivos, até então, é a importância dos personagens secundários, sendo aliados aos protagonistas ou não, onde cada qual tem sua importância para a evolução da trama. As cenas de ação ocorrem em bons momentos e, novamente, são realizadas com destreza. A primeira reunião do grupo num todo, por mais que breve ao final do terceiro episódio, dá uma satisfação ao mesmo tempo em que nos deixa desejando por mais.

Os conflitos, como os de interesse apresentados por Luke Cage e Danny Rand – onde um busca defender seu bairro e o outro um panorama maior – agrega à série um tom mais maduro, onde eles não buscam o heroísmo por seu puro significado, mas sim o que acreditam ser justo a si próprios e a sua vivência, dado que enquanto Danny foi criado para defender o mundo do Tentáculo, os poderes de Luke foram uma consequência à um homem que busca o bem estar de seu bairro e redenção. A diferença entre os personagens, que pode ser um problema entre eles, só tende a enriquecer a trama ao público no decorrer da série.

‘Os Defensores’ tem uma ótima oportunidade em ser algo único justamente por suas diferenças, onde nossos heróis serem se encontram tão próximos de quem tentam proteger, onde o senso de justiça nasce por uma necessidade e consequência contra um inimigo escondido às sombras de nós mesmos.

4/5

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