10.2.17

PRIMEIRAS IMPRESSÕES DE "Crashing" NOVA SÉRIE DA HBO


A HBO convidou nossa equipe para conferir em primeira mão o primeiro episódio de sua mais nova série.  E antes de tudo, queria pedir para vocês tomarem cuidado e não confundirem essa nova produção da HBO com a série britânica de mesmo nome lançada ano passado no canal C4. Apesar do nome ser o mesmo, as duas séries não possuem nenhuma conexão. E mesmo sem ter assistido Crashing no C4, ainda coloco muito mais fé nessa do que na nova produção da HBO.

LIVRE DE SPOILERS

Protagonizada, roteirizada e criada por Pete Holmes, a comédia conta a história do comediante Pete que além de estar desempregado, acaba de ser traído pela esposa e perde o rumo que estava traçando para se tornar um profissional de sucesso.

Além de pouco engraçada, o roteiro não convence e não entretém. Nos primeiros 5 minutos é possível você dar uma meia dúzia de risadas e só. Depois disso, os 20 minutos seguintes da série passam arrastados e parece uma morte bem lenta de tão entediante. A minha impressão foi de estar vendo um stand-up do Danilo Gentili do pior mau gosto possível.

Para compensar a falta de criatividade do roteiro falho e sem graça, a produção tenta de maneira frustrada colocar Artie Lange no elenco — um comediante famoso nos EUA que interpreta ele mesmo na série. Mas nem a presença do veterano da televisão norte americana é capaz de salvar a série do ridículo.


Crashing acaba sendo uma péssima série o que não era esperado por ser uma série da HBO, com tantas produções excelentes, fica difícil acreditar que tenha sido produzida por um grande nome das produções de comédia: Judd Apatow.

Tenho minhas dúvidas se a série vai pra frente depois do primeiro episódio, mas mesmo se ficar famosa ou conquistar alguns prêmios, não a recomendo. As piadas e tentativas de fazer o público rir ao longo do episódio são de extremo mau gosto, beirando o machismo e a falta de criatividade.

O personagem principal para resumir, é um homem limitado, insuportável e arrogante, que acha que é obrigação da esposa Jess (Lauren Lapkus) aguenta-lo tentando se tornar um comediante de sucesso, enquanto as vontades dela são irrelevantes perante seu sonho de sucesso.

No final do episódio, parece que o criador quer dizer o seguinte: tenham dó de mim e simpatizem com a minha causa, além do mais, eu sou muito religioso (esqueci de citar esse pequeno e ridículo adendo: Pete é católico, e parece que esse pequeno detalhe está lá só pra compor a frágil e inocente personalidade do protagonista. O que por si só já é bem preconceituosa, já que você não precisa ser católico pra ser ingênuo e não é por que é católico que é tolo).

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