9.3.17

Critica do filme "Kong - ilha da caveira"


Jordan Vogt-Roberts (diretor e roteirista) com apenas um longa lançado nos cinemas até então conseguiu fazer um dos melhores filmes de King Kong de toda história e tudo isso sem a preocupação de exagerar e na intenção de parecer real, o mesmo já se apresenta extremamente realista desde a sua abertura. 

LIVRE DE SPOILERS

Dois inimigos de guerra caem na misteriosa ilha, quando se deparam pela primeira vez com o maior Kong já feito para os cinemas até hoje.

A trilha sonora foi muito bem escolhida ajudando a trazer para o filme um tom mais leve. Infelizmente o longa perde em atuações o motivo é meio obvio pois o foco do filme não são os atores em si mas sim o próprio Kong e também não há tempo para desenvolver seus protagonistas e antagonista humanos. 

Apesar das atuações serem um tanto quanto rasas o longa consegue ser convincente e manter o publico atento com o desenvolvimento e exploração dessa ilha misteriosa.


Somos apresentados bem casualmente aos nativos da região apenas para chegar ao melhor personagem da trama, vivido por John C. Reilly Ele consegue ser o único elo emocional que temos durante todo o longa.

Os efeitos são ótimos e dão um ar realístico ao longa.

Os méritos de Jordan Vogt-Roberts vão além de uma boa sustentação da história , ele não tem medo de enquadrar personagens do tamanho de prédios com personagens do tamanho de humanos em uma mesma cena, e faz isso agradavelmente, sem que se perca a qualidade ou que se crie a ilusão de um cenário digital falso.

Quanto a Tom Hiddleston e Brie Larson ambos tem uma atuação razoável e sem grande destaque. Apesar de Hiddleston ter conseguido agradar como James Conrad não há nada mais a destacar.

O visual do filme também se destaca tanto em sua fotografia quanto em seu design. Em alguns momentos há a sensação de saturação irregular, destacando os vermelhos e desbotando os verdes. Tudo isso mesclado com câmeras em Slow Motion, árvores que são usadas como armas por nosso protagonista e humanos em uma situação de extrema urgência dão a Kong uma atmosfera adequada para o gênero. Vale o ingresso!

*Tem cena pós créditos

4/5

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