CRÍTICA DO FILME 'A TORRE NEGRA' (THE DARK TOWER)

23.8.17

É notável que este ano está sendo marcado com várias adaptações do gênio Stephen King, de séries para a televisão até obras para a tela grande. Mas será que todas estão honrando suas obras de base?

LIVRE DE SPOILERS

A Torre Negra baseado na série de livros homônimos de King, nos introduz á um universo que demorou 30 anos para se formar, cheio de fantasias, suspense, ficção cientifica e pitadas de terror. A saga tem pura inspiração de Tolkien e outras seguidas de faroeste misturando com cultura pop.

Jake Chambers (Tom Taylor) é a criança responsável por nos conduzir e apresentar os personagens desse grandioso – e pouco explorado - universo de altas fantasias. Jake possui visões sobre uma torre logo após sofrer um trauma pessoal. A torre em questão está sendo destruída por mentes de outras crianças, e nessa primeira visão que temos o vislumbre do vilão conhecido como Man In Black (Matthew McConaughey). Por ser criança, Jake precisa lidar com sua mãe e amigos próximos tentando entender seus dons sobrenaturais, onde ninguém consegue acreditar no garoto. E um de seus desenhos revela Roland (Idris Elba) conhecido no mundo-chave como Pistoleiro.

Em certo momento de fuga, Jake acaba entrando no submundo onde está localizada a Torre e seu encontro com o Pistoleiro é rápido. Jake pede a ajuda de Roland para encontrar a famosa Torre que vê em suas visões e nesse ponto, descobrimos uma certa rivalidade do Pistoleiro com o Homem de Preto. Diferente do enredo escrito por King em seus livros, o tom do filme oscila em diferentes momentos. Os sustos são muito bem-vindos em momentos de terror e Jake e Roland entregam uma aventura simples sem a magia do mundo-chave.


O problema da narração é justamente por ser tão rasa. A obviedade do tamanho do universo criado por Stephen que lhe rendeu trinta anos de construção, não recebe muito aprofundamento. Em certo momento, Roland nos explica o porquê das visões de Jake e sobre o futuro daquele mundo, porém, o final deixa as pontas muito bem fechadas e que se forem abertas, não tenha o mesmo impacto do começo. A relação de Jake com sua mãe apenas convence nos momentos que estão juntos e Roland recebe um aprofundamento maior em seu enredo, com direito à quotar o filme depois de assisti-lo.

A fotografia não empolga e Nikolaj Arcel (diretor do filme) poderia ter explorado os momentos finais do filme e as relações de Jake com a imensidão do submundo. Seja a ser decepcionante o filme termina nos seus cinco minutos finais. A salvação do filme fica por conta de Idris Elba e Tom Taylor, que conseguem entregar uma amizade simples e pouco forçada para aquela realidade.

King demorou muito tempo para terminar a saga e pensou calmamente em cada passo dos personagens, porém, sua versão cinematográfica não passa de uma aventura clichê de infanto-juvenil, apressada e com poucos momentos memoráveis.

O filme estreia dia 24 de Agosto nos cinemas.

Nota: 3/5

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