STRANGER THINGS | REVIEW DA SEGUNDA TEMPORADA

31.10.17

Stranger Things se tornou um dos maiores fenômenos da Netflix e não tem como negar. A criação dos Irmãos Duffer volta com sua segunda temporada mantenha o ritmo da primeira e tropeçando em alguns novos obstáculos.

POSSUI SPOILERS

Como prometido pelos criados da série, a segunda temporada possui um tom bem mais sombrio que a primeira e os problemas do Mundo Invertido são maiores. Após um ano dos acontecimentos do final da primeira temporada, Will (Noah Schnapp), Mike (Finn Wolfhard), Dustin (Gaten Matarazzo) e Lucas (Caleb McLaughlin) voltam a sua rotina em Hawkins, porém com algumas sequelas dos momentos que deu o gancho para essa segunda temporada. Logo nos primeiros minutos do primeiro episódios descobrimos que Will tem pequenos surtos do ano passado, Joyce (Winona Ryder) e o xerife Jim Hopper (David Harbour) acompanham o garoto em sessões de avaliações no Laboratório onde deu início de tudo. Gerenciado por outra equipe de médicos e cientistas, mas, ainda com os propósitos de desvendar as fendas para o Mundo Invertido. E como antecipado nos trailer, Eleven (Millie Bobby Brown) volta e descobrimos que ela está nos cuidados do xerife. O plot desse ano da personagem é interessante e se torna principal nos dois últimos episódios.

O núcleo adolescente tendo como principais Nancy (Natalia Dyer), Jonathan (Charlie Heaton) e Steve (Joe Keery) teve sua formação quase idêntica da primeira temporada. Durante boa parte da temporada Nancy insiste nas respostas para o desaparecimento de Barb e Jonathan acaba se juntando com ela. A química entra em dois dessa vez tem mais efeito e o triangulo amoroso não se torna um dos destaques da temporada.


A apresentação dos personagens flui bem, mas infelizmente metade poderiam ser descartados. Temos Max “Mad Max” (Sadie Sink) e seu irmão Billy (Dacre Montgomery), o investigador particular Murray (Brett Gelman) e o novo affair de Joyce, Bob Newby (Sean Astin). A execução desses novos personagens apenas serve para criar simpatia por Bob e Max, sendo o investigador que aparece pouco mais de três vezes na série e o irmão bully totalmente descartável de Max. Os Irmãos Duffer podem criar um plot mais justificado para eles em uma possível terceira temporada, mas, não podemos negar que para essa temporada são personagens fracos e sem alguma alteração na narrativa.

Por um outro lado com personagens já conhecidos, tivemos grandes evoluções como Steve, que passou odiado para babá das crianças. E até mesmo nos próprios meninos onde tivemos mais contato com o lado familiar de cada um. Destaque para o desenvolvimento de Lucas e seu relacionamento com Max. Mesmo repetindo clichês da primeira temporada, as atuações conseguiram se manter e até elevar o nível da série, sendo Noah Schnapp uma dos grandes destaques mirins.
Contudo, a série não superar a impecável primeira temporada. Introduzindo personagens que não fazem a mínima diferença e atrapalhando a narrativa e pelo péssimo timing de colocar um episódio filler, que também não acrescenta a nada na trama. A temporada continua com as referências oitentistas e dessa vez um pouco mais discretas. O cliffhanger seria muito mais dramático se não tivesse o episódio sete e colocassem os primeiros minutos do primeiro episódio nos últimos minutos de terminar a temporada.

Muitos mistérios e questões a se desenvolver nos aguarda para uma terceira temporada, resta esperar que a série consiga se manter no nível e não se perder em narrativas sem sentido.

 4/5

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