4.12.17

CRÍTICA DO FILME 'EXTRAORDINÁRIO' COM JACOB TREMBLAY E JULIA ROBERTS


A nossa infância e adolescência é responsável por grande parte da formação de nosso caráter e desenvolver características que podemos levar para toda uma vida. Em Extraordinário, acompanhamos os erros e acertos humanos e o quanto a empatia é necessária para lidar com o próximo.

LIVRE DE SPOILERS

Baseado na obra homônima de R.J Palacio, acompanhamos a história de August "Auggie" Pullman uma criança no qual nasceu com uma deformidade facial. Auggie atrai a atenção dos desinformados por conta de sua aparência, e por ainda mais ser uma criança, os olhares são extremamente julgadores. O grande passo de Auggie é começar a frequentar a escola, um ambiente com crianças normais assim como ele. Mas, sabemos por experiências próprias e qualquer semelhança que consiga ver em Auggie, que o ambiente escolar nessa fase pode ser algo devastador. Julia Roberts desempenha brilhantemente o papel da mãe, Isabel Pullman. Conseguimos ver a cada minuto a apreensão da mãe protetora ao levar seu filho para o primeiro dia de aula.

O filme conta as histórias coadjuvantes que acaba se conectando com Auggie. Há todo momento, a mensagem do filme nos deixa pensativos e conseguimos criar empatia pelos personagens. Seja pela irmã mais velha Via que enfrenta um drama com sua melhor amiga, a indiferença e o bullying que Auggie sofre na escola. A narrativa tem um forte apelo emocional e caso tenha chorado lendo o livro, o filme consegue transformar nossas lágrimas em rios. Se em O Quarto de Jack, Jacob Tremblay se mostrou um futuro promissor, nesse longa o jovem acaba de fixar seus pequenos pés em Hollywood. Além da maquiagem impecável em seu rosto, a atuação do garoto é digna de aplausos


O núcleo infantil de boa parte da escola cumpre com a missão de passar a sensação nostálgica do colégio, mesmo tendo as demonstrações de experiência com o bullying é a decepção das amizades, o filme carrega o que as crianças precisam aprender.

O cuidado para contar e mostrar o ponto de vistas de Auggie, Via e seu amigo Jack Will, são de pura delicadeza e nos quais conseguimos nos identificar com tais dramas. O pai de Auggie, Nate (Owen Wilson) deixa a desejar, pois é um dos únicos personagens no qual não vemos o lado da história. A profundidade dada á alguns personagens, peçam em outros. Há um momento de muito apelo emocional para o telespectador cujo não era necessário.

A mensagem do filme se carrega muito bem, trazendo um pouco de humanidade e colocar a empatia em momentos difíceis. Auggie acaba nos deixando com a mensagem de sua experiência, tocando todos aqueles que entraram em sua vida, trazendo gentileza e amor por aqueles que estão sempre ao nosso lado.

Nota: 4,5/5
Estreia: 7/12
Distribuição: Paris Filmes
Direção: Stephen Chbosky

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