18.1.18

CRÍTICA DO FILME "MAZE RUNNER - A CURA MORTAL"


No terceiro filme da franquia, Thomas lidera seu grupo em uma missão para invadir a Última Cidade, um local controlado pela organização CRUEL e totalmente protegido contra a doença que dizimou grande parte do planeta, conhecida como Fulgor.

Com o mesmo diretor desde seu início, ‘Maze Runner’ é uma franquia, que embora tenha o publico jovem como alvo, é madura e solida do seu começo ao fim. Desde quando fomos apresentados aos personagens do universo criado por James Dashner, Wes Ball conseguiu construir uma franquia sem prepotência sabendo focar na essência do que estava em questão. Em ‘A Cura Mortalsomos apresentados à talvez o filme mais complexo e denso da franquia, focando no aspecto emocional, mas não deixando de lado o suspense inerente à franquia, contando com cenas de ação muito bem executadas.

Ainda falando da direção, novamente Ball estabeleceu uma estética satisfatória, onde a fotografia – com uma paleta de cores deslumbrante que não pode ser ignorada – acaba por embelezar diálogos que muitas vezes são simples, mas não desnecessários para concluir a franquia.


Entretanto, em seu segundo ato, o ritmo do filme acaba sofrendo justamente por seu roteiro – que em dados momentos acaba sendo objetivo demais, entregando resoluções desleixadas, e em outros pelo tempo demasiado em que leva para concluir determinada trama, onde ocasionalmente a familiaridade com os personagens talvez cause uma empatia com alguns dos erros cometidos deixando-os – num todo – com pouca importância.

As personagens possuem uma profundidade maior e acabam ficando mais interessantes – dando maior espaço inclusive para seus coadjuvantes crescerem, como por exemplo, Brenda e o vilão Janson (que acompanha a trama num crescimento exponencial). Mas também é importante ressaltar que a franquia tem um bom elenco em mãos, com atores que entregam atuações competentes, tornando aquele universo ainda mais crível.

Citando outro aspecto técnico, a trilha sonora foi perfeitamente agregada ao filme, com nuances que criam uma atmosfera envolvente ao retratar as narrativas.

Maze Runner: A Cura Mortal’ soube finalizar com dignidade uma franquia, onde por mais que pequenos erros se façam presentes, Wes Ball conseguiu tornar tangível e real um universo apocalíptico de forma humana – assunto tão debatido na trilogia – em sua vasta dimensão, criando, acima de tudo, sua própria identidade sem abandonar sua essência. 

Nota: 4/5
Estreia: 25/01
Distribuição: Fox

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