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Crítica | Filme "Mentes Sombrias" traz representatividade as telas


Após uma doença letal matar quase todas as crianças na terra, as poucas que restaram, misteriosamente desenvolvem superpoderes. O governo, que não sabe muito bem como lidar com toda a situação, classifica os jovens em cores que correspondem a diferentes níveis de perigo, e então começa a exterminar os mais letais. Depois de passar alguns anos confinada em um campo de controle, Ruby Daly (Amandla Stenberg), da cor laranja, que corresponde ao maior nível de ameaça é descoberta e recebe a ajuda da Doutora Cate (Mandy Moore), que promete resgata-lá e levá-la á um lugar seguro.

Após uma onda de filmes distópicos, Mentes Sombrias vem aos cinemas prometendo ser a grande nova franquia adolescente do ano, porém, ao contrário de filmes como Jogos Vorazes e Divergente, o longa reforça ainda mais uma industria muito saturada de distopias e mundos apocalípticos, mesmo que a produção seja a mesma da série de sucesso Stranger Things. O filme, dirigido por Jennifer Yuh Nelson, mesma diretora de Kung Fu Panda 2 e 3, não explora nada além do que já foi visto em outros filmes do mesmo gênero, tendo até um ar de X-Men pelos poderes dos personagens.

Por um curto momento, a história até parece se destacar em alguns pontos, mas essa primeira impressão logo é substituída por uma trama sem consistência, repleta de cenas que não fazem sentido algum no desenrolar da história e que claramente só estão presentes para "criar situações". As atitudes dos personagens não fazem sentido em grande parte das cenas, a intimidade entre eles não é convincente assim como a química também não, o que consequentemente torna a empatia por eles quase que inexistente. O grupo de "jovens deslocados" que se forma consegue agradar em parte, porém o destaque fica para os personagens secundários, como a Zu (Miya Cech), que mesmo não tendo quase nenhuma fala ganha o público de primeira.


O ponto alto do filme sem dúvida nenhuma foi a escolha do elenco, por trazer representatividade as telas e fazer com que o público se identifique. Outro ponto positivo é a mensagem de amizade que ele consegue nos transmitir no decorrer das cenas mais tensas. 

Porém no quesito atuação o filme deixou a desejar. Ruby Daly, interpretada por Amandla Stenberg, que ironicamente fez Jogos Vorazes, e o filme Tudo e todas as Coisas, não conseguiu "dar vida" a personagem, o que fez muito bem nos outros dois filmes. É fato que tentam a todo custo nos fazer engolir um romance repentino, que não funciona em momento algum. Harris Dickinson, que interpreta Liam, o par romântico de Ruby, não tem carisma suficiente para nos fazer torcer pelo casal. Mandy Moore tem uma atuação até satisfatória, o que não pode ser dito de Patrick Gibson, o grande vilão da trama, que mesmo sendo detestável em grande parte do filme, muitas vezes se torna patético, mesmo com toda sua motivação por trás de seu passado. E ainda temos Skylan Brooks, o responsável pelo alívio cômico, que não funciona muito bem.

O poder da Ruby é interessante, e as consequências que ele traz também, mesmo que isso não tenha sido tão bem representado em tela. A fotografia é bem clara, o que destaca o uso dos poderes, mesmo que os efeitos não sejam de tirar o fôlego, o mesmo consegue convencer.

Por fim, Mentes Sombrias acaba se tornando um apanhado de filmes já visto antes, com algumas atuações duvidosas e situações forçadas demais que não funcionam como o esperado. Mas, consegue agradar o público alvo se tornando um bom filme para entreter e nada mais.

Nota: 2.5
Distribuição: Fox
Estreia: 16/08

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