Crítica | Conferimos "Shazam!" e estamos IMPACTADAS!

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Os fãs de quadrinhos apaixonados por super heróis e ávidos pelas versões cinematográficas tem o constante baque de se decepcionar com as produções da DC Comics. Títulos como Batman vs Superman, Esquadrão Suicida Liga da Justiça causaram certo trauma dentre a comunidade geek, porém, os últimos lançamentos parecem terem vindo para realizar a redenção da empresa perante o seu público. O primeiro sucesso entre os fãs foi o longa de 2017, Mulher-Maravilha, que conseguiu cumprir seu papel de filme de super heroína com êxito, seguido por Aquaman, no final de 2018, que atrelado ao bom roteiro e a excelente performance de Jason Momoa, conquistou o coração dos nerds com um personagem ainda sem muito destaque no universo. Mas a DC não se contentou e parece que está engajada em retomar o patamar de líder em super heróis, porque no dia 04 de Abril estreia sua mais nova produção: Shazam! E nós do AS tivemos o prazer de conferir antes da estreia.

O filme foca na simplicidade e no humor, Shazam ressurge, desde os quadrinhos de 1939, com uma roupagem atual, mas fazendo uma grande ligação com as décadas de 80 e 90, por meio de referências clássicas. A história gira em torno do adolescente de 14 anos Billy Batson, um jovem órfão que vive pulando de lar de acolhimento para outro lar de acolhimento, que de repente se vê com poderes após ser escolhido pelo ultimo mago, com o nome que é uma sigla dos grandes heróis Salomão, Hércules, Atlas, Zeus, Aquiles e Mercúrio. Junto com os poderes, o menino magicamente se torna um homem adulto, toda vez que pronuncia o nome Shazam, sendo um ponto alto do humor ver aquele homem feito com a mentalidade e atitudes de um adolescente. 

Apesar do tom humorístico do recente Aquaman, no filme ainda predomina o ar sombrio que permeia as produções da DC, porém com Shazam a leveza da comédia fica em evidência.


O longa da Warner Bros, dirigido por David F. Sandberg e escrito por Henry Gayden aposta em estéticas oitentistas ao se apoiar em alguns clichês que funcionam, como a construção do vilão Dr Silvana, vivido pelo ator Mark Strong, com uso de linguagem eloquente, beirando a caricata, de um antagonista frustrado por ter sido excluído da possibilidade de se tornar o herói, que jura vingança e a promessa de se mostrar capaz em se sobrepor ao mago que o descartou, se unindo às entidades malignas dos sete pecados capitais. Sobretudo o vilão, apesar da boa atuação de Strong, não consegue conquistar a simpatia do público em sua causa, sendo só um personagem invejoso e superficial.

Contudo a construção de personagem do personagem Billy Batson realizada por Asher Angel, na versão adolescente, e por Zachary Levi, quando Shazam, transita com maestria o carisma e a simplicidade que o personagem requer. Demonstrando gradualmente o crescimento do jovem rebelde e imaturo, até se tornar alguém realmente digno dos poderes que possui. Outro ponto positivo e de destaque é o personagem Freddy, vivido por Jack Dylan Grazer, um adolescente com deficiência na perna, nerd fervoroso e especialista em super heróis, que acaba se tornando o ajudante do herói, mas que funciona muito mais do que um mero ajudante, ele é a ligação entre o herói e o menino.


Quanto a estética visual do longa, o diretor optou por algo mais simplista, que fizesse referências as décadas oitentistas e noventistas, sem abusar de efeitos especiais, grandes cenários e cenas de lutas, mas apostando em cores fortes e vibrantes, cortes abruptos de cenas e diversos easter eggs que te fazem relembrar daquele clássico do passado. Enquanto o lado vil da história fica demarcado pela dureza das estruturas, pela escala de cinza na falta de cores, fazendo mais uma vez uma referência as produções old school.

Mas Shazam vai muito além de falar sobre super poderes de um jovem desajustado, a lição principal da história é a família! Seja ela de sangue, afetiva ou totalmente esquisita, o importante está no laço criado entre os membros e a identificação sobre o que você chama de lar. E o filme faz isso com excelência, principalmente  por meio dos membros da família de Billy, os desajustados acolhidos pelo casal Rosa (Marta Milans) e seu companheiro Vitor Vasquez (Cooper Andrews) que montam esse lar de acolhimento porque entendem o que é ser orfão e decidem ser mais do que uma instituição, mas um verdadeiro lar, amparando além de Billy e Freddy, a encantadora Darla (Feithe Herman), o pequeno gamer Eugene (Ian Chen), a inteligente Mary (Grace Fulton) e o calado Pedro (Jovan Armand). Onde juntos eles são, definitivamente, a melhor versão deles mesmos.

Nós adoramos e não vemos a hora de ver de novo, e vocês já estão ansiosos para essa nova aventura heroica?

Nota: 5/5
Estreia: 04/05
Distribuição: Warner Bros.