CRÍTICA | FILME “DOLITTLE” COM ROBERT DOWNEY JR É DIVERTIDO PORÉM....

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Robert Downey Jr. passou os últimos 12 anos interpretando o super-herói, Homem de Ferro (o primeiro filme da franquia estreou em 2008) e após o desfecho de seu personagem, em Vingadores: Ultimato (2019), o ator volta as telas do cinema como John Dolittle, um doutor com capacidade de falar com os animais.

O filme Dolittle é a terceira versão de longas baseado nas histórias infantis de Hugh Lofting, que veicularam entre os anos de 1920 e 1952. A primeira versão intitulada “O Fabuloso Doutor Dolittle” estreou no ano de 1967 e foi estrelado por Rex Harrison. Essa versão foi vencedora do prêmio de Melhores Efeitos Visuais no Oscar de 1968.

A segunda versão do filme, foi estrelado por Eddie Murphy em 1998 e recebeu o nome de “Dr. Dolittle”. Este conquistou uma série de outros filmes, totalizando 5 longas, lançados nos anos de 2001, 2006, 2008 e 2009. Os 3 últimos estrelados por Kyla Pratt, que interpreta Maya Dolittle que herda o dom do pai.

Já a terceira versão, do diretor Stephen Gaghan, tem estreia marcada para dia 20 de fevereiro e conta a história de um doutor que embarca em uma aventura pelo desconhecido, lutando contra forças contrárias, junto a seus amigos animais, e seu autointitulado ajudante Tommy Stubbins (Harry Collet), em busca da única coisa capaz de salvar a vida da rainha da Inglaterra.

Um dos pontos que mais nos chama atenção no filme é o sotaque britânico usado por Downey que foi altamente criticado. Ao contracenar com atores britânicos como o já citado Collet e também Carmel Laniado, que vive a jovem Lady Rose, fica evidente que o sotaque do americano passa longe de agradar aos ouvidos. Porém, nada que uma dublagem não corrija. 

Deixando o quesito voz de lado, a atuação de Downey segue impecável, não é à toa que o ator é considerado um dos mais bem pagos do mundo. Robert contracenou em grande parte das vezes com efeitos visuais, mesmo assim, o ator conseguiu transmitir uma verdade primorosa aos olhos do público, com cada gesto, cada olhar e cada expressão passada. Seu trabalho de um homem só foi caprichoso, é como se Downey realmente estivesse contracenando com algo que por ele poderia ser visto.

Mas, é claro que não apenas a atuação de Robert tem de ser reconhecida nesse momento, a produção de Jeff Kirschenbaum (Malévola e Velozes e Furiosos 9) e Joe Roth (Malévola e Alice no País das Maravilhas) responsáveis por colocarem os efeitos  merece todo o nosso parabenizar. 
Os efeitos podem ser considerados o melhor ponto do filme, estão realistas – amém tecnologia do século 21 – e bem alinhados. São eles que dão toda a magia do filme e prendem seu olhar do começo ao fim.

Os animais, que tem suas vozes doadas por grandes artistas, como, Tom Holland (O cão, Jip), Rami Malek (O gorila, Chee-Chee) e Emma Thompson (A papagaio Poly), são complexos, possuindo cada qual uma história, que é desenvolvida ao longo do filme, e são principalmente engraçados. É através deles que aprendemos uma linda lição de amizade, que é claramente uma das mensagens que o filme procurou trazer ao espectador. 

Por sua vez a narrativa não é a melhor, a história é fraca, possui algumas cenas desnecessárias e uma passagem de tempo um pouco rápida demais. Outro ponto negativo é que o filme é bagunçado, muita coisa acontece ao mesmo tempo e muitos personagens falam juntos. Entretanto Dolittle segue seu intuito de divertir e consegue alcançar aquilo que idealizou: ser um filme infantil que tire risadas de seu público. 


Nota: 2,5/5
Lançamento: 20/02/2020
Distribuição: Universal Pictures