1.11.16

CRÍTICA DO FILME: HORIZONTE PROFUNDO


À convite da Paris Filmes nossa equipe já conferiu o filme.

LIVRE DE SPOILERS

Em 2010 ocorreu um grave acidente envolvendo um vazamento de óleo em uma plataforma de petróleo, no Golfo do México. Este acontecimento fez com que o New York Times fizesse uma matéria especial, que é a principal inspiração do filme Horizonte Profundo. 

O filme transita entre os gêneros ação e docuficção, já que no citado caso da plataforma Deepwater Horizon — que é, aliás, o título original do longa — Nele, Mike Williams (Mark Wahlberg) é chamado para realizar um trabalho na plataforma e, para isso tem de ficar algumas semanas por lá, já que o local está a mais de duzentos quilômetros da costa americana. Mike hesita em ir a este trabalho, por maus pressentimentos, mas por incentivo da esposa acaba indo. Entretanto, acontecem algumas falhas na estrutura de retirada de petróleo da plataforma e os medos do protagonista se mostram reais.


A produção demora para pegar ritmo. E, no início, é confuso saber qual é realmente o protagonista, já que muito destaque é dado, também, à personagem Andrea Fleytas (Gina Rodriguez). Ao desenrolar do conflito, tal relação fica mais clara.

O elenco também conta com Dylan O'brien no personagem de Caleb. O roteiro não tem grandes questões a serem ressaltadas. Talvez, exatamente por ser baseado em um caso de conhecimento público, não há grandes reviravoltas no enredo, somente surpresas inseridas nas cenas. Essas surpresas ganham força com alguns artifícios técnicos, como planos mais fechados e com a câmera instável, e trilha sonora intensa, que gera bastante tensão nas cenas a partir do segundo ato do filme.

O longa tende a agradar àqueles que gostaram de filmes como Guerra dos Mundos, Battleship - A Batalha dos Mares e, mais recentemente, Terremoto - A Falha de San Andreas.

Horizonte Profundo, distribuído pela Paris Filmes, tem sua estreia brasileira marcada para o dia 10 de novembro.


3/5

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